Logo


VocĂȘ estĂĄ em: Inicial > noticias > noticias-relacionadas > exibir.php

 
Maximizar


PolĂ­cia Prende Fazendeiro e pistoleiro acusados da morte de casal de ambientalistas



19/09/2011

G1

 

Operação das Polícias Civil e Militar do Pará prendeu neste domingo, em Novo Repartimento, dois homens acusados de envolvimento na morte do casal de extrativistas: José Cláudio Ribeiro da Silva  e esposa Maria do Espírito Santo Silva.

Os ambientalistas foram mortos por tiros de espingarda em uma emboscada ocorrida em maio deste ano, na estrada de acesso ao assentamento Praialta Piranhanheira, em Nova Ipixuna.

O fazendeiro José Rodrigues Moreira, 43 anos, considerado o mandante do crime, e seu irmão, Lindonjonson Silva Rocha, 29 anos, estavam escondidos em uma casa na zona rural de Novo Repartimento desde que a Justiça decretou a prisão de ambos, em 20 de julho. Eles foram denunciados pelo Ministério Público.

De acordo coma Polícia Civil, os irmãos resistiram à prisão. Com eles foram encontrados três revólveres calibre 38, uma espingarda, 15 cartuchos de munição e documentos. Os dois foram encaminhados para Belém, onde vão aguardar vaga no sistema prisional do Pará. A polícia ainda busca um terceiro envolvido, que segue foragido.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, José Rodrigues Moreira  foi apontado no inquérito policial como o mandante da execução de José Cláudio da Silva, após conflito envolvendo lotes de terra no assentamento Praialta Piranheira.

Lindonjonson e o terceiro participante organizaram a emboscada que culminou na morte dos extrativistas, segundo a polícia. Eles devem responder pelo crime de homicídio duplo.

Consequência

Após as mortes, homens da Força Nacional foram enviados à região de Nova Ipixuna para investigar ameaças feitas a trabalhadores rurais por madeireiros, que estariam desmatando áreas ilegalmente. Serrarias foram fechadas na região, após operações lideradas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).

Em agosto, o procurador Cláudio Terre do Amaral, do Ministério Público Federal (MPF) do Pará, encaminhou ofícios para a Polícia Federal (PF) e às autoridades de segurança pública do estado cobrando rigor nas investigações sobre ameaças de morte e assassinatos cometidos contra ambientalistas, agricultores, extrativistas e sindicalistas que atuam em proteção ao meio ambiente.

Segundo Amaral, madeireiros da região estariam oferecendo R$ 80 mil pela morte dessas pessoas.

O MPF pediu, também, medidas de proteção para familiares do casal de extrativistas assassinado no assentamento rural.



Rede Social
Youtube
Facebook
Twitter
 
Movimento Humanos Direitos ® Todos os direitos reservados. PolĂ­tica de Privacidade. Mapa do Site.
Desenvolvido por MelhorWeb Tecnologia