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DEZ DICAS PARA PREVENIR DESAPARECIMENTO DE CRIANÇAS



19/07/2011

1. Desde cedo, ensine à criança o nome completo do pai e da mãe

2. Tire o RG (Registro de Identidade Civil) da criança o quanto antes

3. Oriente a criança a não dar informações a qualquer estranho que se aproxime

4. Oriente a criança a não receber doces, balas e brinquedos de desconhecidos

5. Garanta que a criança esteja sempre acompanhada de alguém de confiança da família

6. Converse sempre com seus filhos

7. Procurar conhecer as pessoas que convivem com seu filho.  Participar ativamente dos eventos envolvendo o seu filho, como aqueles ocorridos em escolas e aniversários.

8.    Não autorizar o seu filho a brincar na rua sem a supervisão de um adulto conhecido.

9.    Faça com que as pessoas, que necessitam de atenção especial, que vivem sob sua responsabilidade tenham sempre consigo (no bolso ou gravado em uma medalha) seus dados de identificação.

10.  Fique atento em como seus filhos utilizam computadores com acesso a internet

O Ministério da Justiça criou, há pouco mais de um ano atrás, o cadastro nacional de pessoas desaparecidas, um sistema que deveria centralizar as informações das polícias e facilitar as buscas, mas que ainda não funciona corretamente
Mas, ao contrário do que as autoridades informaram na época, o sistema não funciona.
O Fantástico vasculhou as informações da página do cadastro na internet e constatou que está tudo desatualizado.
 O Ministério da Justiça admite que nem sabe quantos desaparecidos existem no país.
 O sistema diz que, de março de 2010 a março deste ano, teriam sumido apenas 40 pessoas. E no Brasil inteiro
(FONTE: GLOBO.COM g1)
 

50 pessoas somem por dia em SP
Organização Mães da Sé
No fim do dia, dona Terezinha vai à Organização Mães da Sé, no centro de São Paulo. A instituição, fundada há 15 anos, reúne mães de crianças e adolescentes desaparecidos.
“Quem começou esse trabalho foi eu e uma outra mãe, a Vera.
Tanto eu como ela, nós também alimentamos novamente a expectativa de que encontraríamos nossas filhas rápido.
 Encontramos a primeira criança, a segunda, a terceira. Em oito meses, a gente já tinha 48 crianças encontradas. Mas as nossas filhas até hoje nada”, dise Ivanise Espiridião da Silva.
A filha de Ivanise, Fabiana, tinha 13 anos quando sumiu na volta da casa de uma vizinha. “Quando acontece uma fatalidade, que você perde um filho, que ele morre, você vive um luto real. Quando ele desaparece, é muito pior. Por que a sua vida passa a ser uma dúvida. Faz 15 anos que a minha vida virou uma interrogação", diz ela.
 

Paraná
No Paraná, o Serviço de Investigação de crianças desaparecidas (Sicride) organizou uma exposição para divulgar imagens de pessoas sumidas no estado. Desde a inauguração da delegacia, em 1996, foram registrados 1,2 mil desaparecimentos. Apenas 11 crianças ainda não foram encontradas. Uma delas é Vivian, procurada desde março de 2005.
“A nossa netinha, ela estava com 3 anos e meio. E o pai dela ligou para nossa filha, no caso, a mãe dela, para um encontro em frente à igreja da catedral para um acerto de pensão da criança. Aí desapareceram. Cinco dias depois, a mãe foi encontrada, e a Vivian até hoje, não se sabe mais nada da Vivian”, disse Marlene Cacciatore Florêncio, avó da menina.
A equipe do Sicride faz um trabalho de progressão de idade. “A gente começa pegando todos os dados. Fotos da criança e da família. A gente vai vendo, por exemplo, o nariz. Onde se assemelha o nariz, a boca, os olhos. Você vai montando essas fotografias até chegar na feição”, explica o artista forense Diego Pereira Pires.
 

Estados Unidos
A divulgação de imagens de pessoas desaparecidas é a principal ferramenta para encontrá-las novamente. E é nesse trabalho que se concentra um sistema exemplar: o do centro nacional para crianças desaparecidas e exploradas, nos Estados Unidos.
“Quando uma criança desaparece na comunidade, nós trabalhamos com a mídia local, os jornais, as televisões, os provedores de internet, para disseminar essas fotos. Então, se alguém vir algo suspeito, ela provavelmente já terá visto uma foto daquela criança”, explica Robert Lowery, diretor executivo da Divisão de Crianças Desparecidas.
É um modelo parecido com o do cadastro brasileiro. A diferença é que o de lá funciona. E resolve 95% dos casos.
 

Ministério da Justiça
Procurado ao longo de cinco semanas pelo Fantástico, o Ministério da Justiça enviou uma nota. Afirma que o cadastro nacional é uma ferramenta disponível às polícias civis dos estados. E que elas deveriam alimentar esse sistema de informações. A nota diz ainda que o ministério estuda como obrigar as polícias estaduais a fornecer esses dados.
A polícia de São Paulo rebate: vê méritos no cadastro, mas não recebeu nenhuma orientação federal. “Aqui em São Paulo, nós já temos o nosso próprio método, o nosso banco de dados", disse o delegado Joaquim Dias Alves, chefe do DHPP.
Hoje, as buscas são descentralizadas. A polícia de São Paulo procura sozinha o filho da Dona Terezinha, aquele que sumiu na Zona Norte
 

Meu filho desapareceu, o que devo fazer?

    Em primeiro lugar, manter a calma;

    Caso esteja sozinho, peça auxilio para que acionem imediatamente a polícia. Não existe prazo para comunicar o desaparecimento, faça-o imediatamente;

    Manter alguém no local onde a criança foi vista pela última vez, pois ela poderá retornar ao local;

    Deixar alguém no telefone indicado no cartão de identificação da criança, até para centralizar informações;

    Avisar amigos e parentes, o mais rápido possível, principalmente os de endereço conhecido da criança, para onde ela possa se dirigir;

    Percorrer os locais de preferência da criança;

    Ter sempre a mão foto da criança;

    Ter sempre em mente a vestimenta da criança para descrevê-la, procurando vesti-la com roupas detalhadas, de fácil visualização e identificação (cores berrantes, desenhos, etc…);

    Procurar a Delegacia e Conselho Tutelar e pedir auxílio.

 

 Motivos mais comuns de desaparecimentos

 

    Repressão excessiva, excesso de controle;

    Castigos excessivos e exagerados, desproporcionais ao fato. Ex: a criança comete uma pequena falta e leva uma surra;

    Desleixo dos pais, a criança sente-se rejeitada e desprezada e foge para chamar a atenção;

    Muitas das fugas do lar têm por motivos o mau desempenho escolar, as responsabilidades domésticas que são atribuídas a elas e até mesmo pequenos ofícios, como venda de doces e salgados;

    O espírito aventureiro também é um dos grandes responsáveis pela fuga de crianças.

    Subtração de incapaz (A criança é raptada para viver em outro lar)

    Rapto consensual

    Rapto por estranhos

A presidente da Mães da Sé afirma que, entre 1º de janeiro de 2005 e 10 de setembro deste ano, São Paulo registrou 95.610 casos de desaparecimento. Deste total, 43% ou 41.148 pessoas tinham menos de 18 anos.

 Embora 78. 815 pessoas tenham sido encontradas, outras 16.795 continuam desaparecidas. Estima-se que no Estado de São Paulo sumam entre 18 mil e 20 mil pessoas por ano, algo próximo de 10% das 204 mil que somem anualmente em todo o país.

 Investigação

 Uma comissão parlamentar de inquérito instalada na Câmara dos Deputados investiga os motivos do desaparecimento de crianças e adolescentes. Ivanise afirma que por trás do sumiço duradouro de crianças e adolescentes pode haver crimes graves, entre eles, tráfico de drogas, exploração sexual e tráfico de seres humanos. "Quanto mais o tempo passa, menores são as chances de a família reencontrar a pessoa procurada."

 Casos de crianças que se perdem da família em grandes cidades e são doentes mentais, segundo Ivanise, são de mais fácil solução, porque normalmente as vítimas são identificadas e devolvidas aos responsáveis. Há também os casos em que o desaparecimento é espontâneo, motivado por desentendimento com a família ou por ambiente de violência doméstica.

Serviço: Para falar com a ONG Mães da Sé, entre no site www.maesdase.org.br, mande um e-mail para maesdase@globo.com ou ligue para 11.3337-3331  FONTE: g1  fantástico



RICARDO PAIVA


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