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Quem Somos

O Movimento Humanos Direitos (MHuD), tem desenvolvido uma série de atividades em prol da paz e dos direitos humanos. Ele tem um olhar especialmente voltado para os problemas do trabalho escravo, dos abusos praticados contra crianças e adolescentes, as questões dos quilombolas, do meio ambiente e dos povos indígenas.

 

Filosofia

Para cumprir seu propósito, o Movimento Humanos Direitos atua por meio de execução direta de projetos, programas ou planos de ações.

A administração da entidade é feita através do presidente, do vice-presidente, do diretor-financeiro, do primeiro e segundo secretários, do conselho fiscal e do conselho consultivo. E o seu funcionamento é regido por decisões em colegiado, tomadas em reuniões semanais.

O Movimento Humanos Direitos quer contribuir com a sociedade, cooperando com outras organizações já existentes para ampliar a visibilidade sobre os crimes cometidos contra os direitos humanos no Brasil e no mundo. É nosso propósito atuar na divulgação das causas sociais, participando de debates e atos públicos.

O Movimento acredita que só o envolvimento popular, a reflexão, o diálogo e o debate, podem promover mudanças para o aprimoramento de uma consciência cidadã.


 

Metas

O Movimento Humano Direitos (MHuD) decidiu por quatro ações prioritárias. Apoiar e implementar ações:

  • pela erradicação do trabalho escravo;
  • pela erradicação da exploração sexual infantil;
  • em favor da demarcação das terras indígenas e das áreas dos quilombolas;
  • em favor de ações socio-ambientais.
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    Prêmios

    11/08/2014  MHuD é agrciado com a Comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho 2014 - TST, Brasília

    29/07/2014  Dira Paes, eleita a Mulher Extraordinária: 'Extraordinário é sobreviver com um salário mínimo'.

     

    História

    A entidade foi fundada após um e-mail que o ator Marcos Winter, em 5 de dezembro de 2002, enviou ao padre Ricardo Rezende Figueira. Nele, Marcos, considerava que todo artista tinha uma responsabilidade social. E perguntava se não seria interessante criar uma “associação” de artistas que se envolveriam com o tema dos direitos humanos. Os artistas ofereceriam sua visibilidade na mídia em favor de pessoas e instituições que abraçassem causa justas. Dessa forma, eles fariam denúncias de violações aos direitos humanos como o trabalho escravo contemporâneo. Buscariam apoiar causas, a partir de informações seguras, que pudessem ser acompanhadas por grupos locais.

    E a ideia ganhou corpo. Em janeiro de 2003 foram realizadas as primeiras reuniões do Movimento Humanos Direitos, conhecido como MHuD.

    Em 2003, na primeira reunião do MHuD, foi recordada a participação de artistas em causas do sul do Pará desde 1991. Uma das primeiras partiu do cantor Djavan, que com Chico Buarque, Caetano Veloso, Flávio Venturini, Wagner Tisso, Lobão e outros fizeram gratuitamente um espetáculo no Circo Voador, em prol da luta contra a impunidade no campo, especialmente no Sul do Pará. O espetáculo se chamou Rio Maria Canto da Terra. Ao Pará, desde então, foram diversas vezes para expressar o desejo de restabelecer a justiça no campo, os atores e atrizes Paulo Betti, Letícia Sabatella, Ângelo Antônio, Sérgio Mamberte Cristina Pereira, Marcos Winter, Leonardo Vieira, Camila Pitanga, Giácomo, Carla Marins, Otto Ferreira, Carla Marrins.  colocariam sua visibilidade à disposição de algumas causas sociais e nesse sentido viajariam pelo país.

    Nas palavras do padre, estes são os crimes que ainda proliferam no Brasil:

     

    O da desigualdade social, que provoca na sociedade uma situação peculiar. Algumas pessoas são tratadas como se fossem mais cidadãs que outras; tivessem mais direitos que outras. Uns têm direito ao trabalho, à terra, à saúde, à educação; outros são colocados à margem dos direitos mais elementares. Em alguns casos, as pessoas perdem mesmo o direito de vender a própria força de trabalho, provocando aquilo que é reconhecido como trabalho escravo contemporâneo, ou trabalho escravo por dívida. Outra razão é a ineficiência da polícia em apurar os crimes, a lentidão do sistema judiciário para julgar, condenar e punir os responsáveis. E, como afirmava um dos maiores juristas do país: “A justiça lenta não é justiça”.

     

     

    O Movimento Humanos Direitos atua da seguinte forma: apoia mobilizações por  mudanças nas políticas públicas; produz vinhetas informativas para a televisão; participa de julgamentos; visita regiões onde há pessoas ameaçadas e violências, assim como as vítimas e seus parentes; discute projetos; faz parcerias. E instituiu um prêmio, o João Canuto, que é outorgado a pessoas ou instituições que mais se destacaram no ano por alguma causa necessária.

    Entre as questões mais recentes, nas quais o Movimento se envolveu, está um caso de violência sexual contra menores na cidade de Sapé, Estado da Paraíba, em que o movimento pronunciou seu apoio à Promotora de Justiça do município, que está sendo ameaçada de morte.

    Outra campanha atual da entidade é o repúdio à construção da barragem de Estreito, na divisa entre o Maranhão e o Tocantins. O empreendimento, que já está em fase de início das obras, alagará uma área de quatrocentos quilômetros quadrados. Além disso, afetará doze municípios e três terras indígenas, desalojando cerca de vinte mil pessoas.

    O grupo se mobiiza atualmente para aprovar a Emenda Constitucional 438, que trata da expropriação de terras usadas para trabalho escravo. Eles estiveram em Brasília, pressionando o Senado para a aprovação do projeto, que se encontra travado. Tentaram também, sem sucesso, paralisar o andamento do projeto de transposição do rio São Francisco, considerado por eles um benefício apenas para latifundiários do Nordeste.

    Para ser filiado, é necessário abraçar a causa, ser indicado por algum dos componentes do movimento e ser aprovado pelos demais em uma de suas reuniões. Conheça osPARTICIPANTES e DIRETORES.

    Desde 2004 o MHuD promove o Fórum dos Direitos Humanos, onde outorga o Prêmio João Canuto para pessoas e instituições que se destacam nas diversas frentes dos Direitos Humanos.

        

    Relação de todos os Prêmios, neste site: ATIVIDADES - PRÊMIO JOÃO CANUTO

    Neste site, em:  ATIVIDADES  -  HISTÓRICO, você pode acompanhar todas as ações e participações do MHuD desde sua fundação.

      Quem foi João Canuto

    Após várias ameaças de morte, o dirigente sindical, João Canuto, foi assassinado com 18 tiros, no dia 18 de dezembro de 1985. Ele era perseguido principalmente por sua luta pela reforma agrária. O crime foi planejado por um grupo de fazendeiros do sul do Pará, entre eles Adilson Carvalho Laranjeira, fazendeiro e prefeito de Rio Maria na ocasião do assassinato, e Vantuir Gonçalves de Paula. O inquérito foi concluído oito anos após a ocorrência do crime. A denúncia foi feita pelo Ministério Público apenas em 1996. Um ano depois, sob ameaça da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) de condenar o governo brasileiro pela demora na apuração dos fatos, o andamento do processo foi agilizado. Em 1999, o Brasil foi condenado pela Comissão Interamericana devido à lentidão na apuração do caso. Sob pressão de organizações de direitos humanos, em 2001, os dois acusados foram pronunciados como mandantes do assassinato.

    Vale ressaltar, entretanto, que a perseguição e violência contra os trabalhadores rurais continuam na região. Cinco anos após a morte de Canuto três de seus filhos, Orlando, José e Paulo, foram seqüestrados e dois deles foram assassinados. Orlando sobreviveu, mas ficou gravemente ferido. Expedito Ribeiro, sucessor de Canuto na presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, foi assassinado em 2 de fevereiro de 1991. Um mês depois, Carlos Cabral, sucessor de Ribeiro e genro de Canuto, foi ferido num atentado a bala.

    Carta de Marcos Winter em 2002:

    De:Marcos Winter

    Para:Ricardo Rezende Figueira

    Enviada em:Quinta-feira, 5 de Dezembro de 2002 11:27

    Assunto:oiê!!!

    oi ricardo amado,

    como vai tudo por aí?

    por aqui tudo bem, graças!

    te escrevo, porque fiquei aqui nas infinitas viagens, e dei uma paradinha num porto que pode ser muito interessante:

    penso que, aproveitando os bons ares, novas águas, terras firmes e o necessário calor, poderia ser criada uma associação de atores, comprometidos e garantidos por um banco de dados (aí podemos contar com cnbb, pastoral da terra, pastoral da criança, sindicato dos artistas, ongs.,...) que em troca de mostrarmos nossos cachorros, nossas fotos, nossas idéias, e tudo mais, para todo e qualquer tipo de entrevista pessoal, na imprensa escrita, falada e televisada, faria uma "denúncia" que envolvesse direitos humanos, trabalho escravo, trabalho infantil, e por aí vai, abrangendo já as possíveis soluções, trabalhando conjuntamente com os órgãos responsáveis estabelecidos e competentes.

    as "denúncias" serão tão ricas quão rica pode ser essa parceria, e cada "denunciante" pode adotar uma causa.

    sei lá, pensa um pouco aí e mande um sinal.

    fica sempre com deus,

    mwinter.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     


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