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Vai comprar roupa no Natal? Veja se sua loja favorita combate a escravidão



16/12/2016

 

Leonardo Sakamoto

 

 

 
 
O ''Moda Livre'', aplicativo para consumo consciente de roupas, acaba de passar por uma nova atualização a tempo de ajudar os compradores neste Natal. Foram incorporadas 27 novas marcas e lojas à ferramenta, incluindo importantes nomes internacionais que produzem no Brasil, como as grifes Levi's e Calvin Klein, a Forever 21, além das esportivas Nike, Puma, Adidas e Reebok e marcas brasileiras relevantes como Farm e Animale (do Grupo Soma) e TNG, Osklen e Cavalera. Redes de lojas populares, como a Besni e o magazine Torra Torra, também foram incluídas.

 

Com a nova atualização, o App passa a contar com 101 grifes e varejistas em sua base de dados. Desde o seu lançamento, em dezembro de 2013, pela ONG Repórter Brasil, ela já teve mais de 50 mil downloads.

O Moda Livre avalia e monitora as ações que as principais empresas do setor vêm tomando para evitar que as suas peças produzidas no Brasil sejam contaminadas por mão de obra escrava. Além disso, oferece ao consumidor notícias sobre casos de escravidão contemporânea na cadeia de valor do vestuário nacional.

Faça o download gratuito do aplicativo para iOS (iPhone) e Android 

 Trabalhadores produzindo peças para oficina responsabilizada por trabalho escravo (Foto: MPT/Divulgação)

Trabalhadores produzindo peças para oficina responsabilizada por trabalho escravo (Foto: MPT/Divulgação)

A Repórter Brasil convida todas as companhias a responder a um questionário-padrão que avalia basicamente três indicadores: 1) Políticas – compromissos assumidos pelas empresas para combater o trabalho escravo em sua cadeia de fornecimento; 2) Monitoramento – medidas adotadas pelas empresas para fiscalizar seus fornecedores de roupa; 3) Transparência – ações tomadas pelas empresas para comunicar a seus clientes o que vêm fazendo para monitorar fornecedores e combater o trabalho escravo; 4) Histórico – resumo do envolvimento das empresas em casos de trabalho escravo, segundo dados das autoridades competentes.

O histórico da marca ou da loja também é avaliado de acordo com pesquisa junto ao Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho a fim de verificar o envolvimento em casos de trabalho escravo.

As respostas geram uma pontuação e, com base nela, as empresas são classificadas de acordo com o que vem fazendo para combater a escravidão em três categorias de cores: verde, amarelo e vermelho. As empresas que não respondem ao questionário são automaticamente colocadas na vermelha porque equivale a obter pontuação zero no questionário.

O Moda Livre não recomenda que o consumidor compre ou deixe de comprar roupas de determinada marca. Apenas fornece informação para que faça a escolha de forma consciente. O aplicativo é fruto da apuração da equipe de jornalismo da Repórter Brasil e do design e desenvolvimento da agência PiU Comunica.

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Os escravos da moda – Nos últimos anos, centenas de trabalhadores – principalmente imigrantes de outros países sul americanos – foram resgatados produzindo roupas em situação análoga à de escravidão dentro de pequenas e precárias oficinas de costura brasileiras. A região metropolitana de São Paulo (SP) concentra a maior parte dos casos  já flagrados por auditores fiscais do Ministério do Trabalho e procuradores do Ministério Público do Trabalho.

Quase sempre estas oficinas são empreendimentos terceirizados, que, não raro, produzem para grifes de renome. Há também flagrantes de trabalho escravo associados a pequenos varejistas instalados em importantes polos comerciais de roupas, como o bairro paulistano do Bom Retiro.

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