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Escravo, nem pensar! formará educadores de 68 municípios do Pará



24/03/2016

 

 

 

Em parceria com o governo do Estado, o programa irá formar educadores de 630 escolas da rede pública, com o objetivo de prevenir o trabalho escravo na região.

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A secretária de Educação do Estado, Ana Claudia Hage, assina o termo de parceira com a ONG Repórter Brasil | Sejudh/Divulgação

 

No último dia 16, o programa Escravo, nem pensar!, coordenado pela ONG Repórter Brasil,firmou parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) do Pará para formar educadores da rede pública estadual. O objetivo é prevenir o trabalho escravo contemporâneo neste que é o estado líder no ranking de libertados – nos últimos 15 anos, mais de 12 mil trabalhadores foram resgatados em situação análoga à escravidão, o que representa 25% do total do país.

O projeto funciona em cascata. Primeiramente, a equipe de educadores do Escravo, nem pensar! forma os agentes multiplicadores (gestores), que posteriormente capacitam os professores e monitores. Estes, por sua vez, abordam o tema com os alunos. “O trabalho escravo contemporâneo será abordado em sala de aula como um tema transversal, que permeará todas as disciplinas da grade curricular de ensino. Mais do que formar o aluno, nós queremos formar o cidadão”, afirmou a secretária de Estado de Educação, Ana Claudia Hage. A meta é beneficiar aproximadamente 366 mil alunos de 630 escolas de 68 municípios.

Mas não acaba por aí. A ideia é que os próprios alunos repassem o conhecimento adiante, para a sua família e comunidade. Nádia Ernesto, uma das gestoras que irá participar da formação, acredita que o projeto tem potencial para transformar a realidade da região. “Essa iniciativa será apenas o pontapé inicial para uma mobilização ainda maior, que vai contar com a escola e com a comunidade”, afirmou. A opinião é compartilhada pela coordenadora de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo da Sejudh, Leila Silva. “Pra gente, enquanto política pública, é muito importante essa ampliação das discussões sobre trabalho escravo. Esperamos alcançar crianças, adolescentes e jovens para que, a partir deles, a gente possa conscientizar a sociedade sobre o tema”, afirma.

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Natália Suzuki, coordenadora do ENP!, explica o projeto | Sejudh/Divulgação

A parceria com o governo do Pará marca um ponto inédito nas ações de prevenção do Escravo, nem pensar! no Estado e serve de exemplo para que outros estados pensem em políticas públicas de combate ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas. “Essa ação de prevenção no sistema de educação público do Pará é relevante para se criar uma rede de mobilização contra o trabalho escravo em comunidades vulneráveis acometidas pelo aliciamento e pela exploração. Com esse compromisso, o Estado assumiu uma posição de vanguarda no combate ao trabalho escravo contemporâneo, por meio da prevenção. Esperamos que essa iniciativa se some a outras medidas de combate ao problema”, ressalta Natália Suzuki, coordenadora do projeto.

A ação contou com o apoio da Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo do Pará (Coetrae-PA), do Grupo de Articulação para Erradicação do Trabalho Escravo no Pará (Gaete-PA), da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), da Secretaria Extraordinária de Integração e Políticas Sociais (Seeips), da Justiça do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho e das Secretarias Municipais de Educação.

Escravo, nem pensar! no Pará

As ações do Escravo, nem pensar! no Pará começaram em 2006, no município de Breu Branco. Desde então, o programa realizou formações e acompanhamentos pedagógicos com professores da rede municipal. Em 2014, foi feita uma parceria regional para formar, pela primeira vez, gestores de Secretarias Municipais de Educação (SMEs). Até o fim de 2015, o projeto beneficiou mais de 33 mil alunos e 1,3 mil educadores em 11 município do sul e sudeste paraense. O acordo firmado agora com o governo do Estado vem fortalecer as ações de prevenção e combate ao trabalho escravo na região.



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