Logo


Você está em: Inicial > noticias > noticias-relacionadas > exibir.php

 
Maximizar


Fazendeiro de Unai, que mandou matar 3 fiscais e o motorista do ministerio, foi condenado, finalmente, depois de dez anos, a cem anos de prisao.



31/10/2015

UNAÍ

Acusado de ser mandante de chacina, fazendeiro é condenado a 100 anos

Norberto Mânica, porém, poderá recorrer em liberdade, assim como o empresário José Alberto de Castro, que pegou 96 anos
por Redação RBA publicado 31/10/2015 00:52, última modificação 31/10/2015 14:02
 
JOSÉ CRUZ/ABR
anteriomanica_josecruz_abr.jpg

Ex-prefeito Antério Mânica, irmão de Norberto, também irá a julgamento como acusado de ser mandante de homicídios

São Paulo – Uma longa espera, de quase 12 anos, teve fim nesta sexta-feira (30), quando o primeiro acusado de ser mandante da chamada chacina de Unaí terminou de ser julgado. O fazendeiro Norberto Mânica, um dos grandes produtores de feijão do país, foi condenado a 100 anos de prisão pelos quatro homicídios ocorridos em 28 de janeiro de 2004. As vítimas eram servidores do Ministério do Trabalho, três fiscais e um motorista. Como no início do processo ele ficou preso por quase um ano e seis meses, a pena a cumprir é de 98 anos, seis meses e 24 dias. Mas não se sabe quando – e se – Norberto Mânica irá para a cadeia, já que cabe recurso e ele poderá recorrer em liberdade. O julgamento durou quatro dias.

Na mesma sessão da 9ª Vara Federal de Belo Horizonte, o empresário José Alberto de Castro foi condenado por intermediar a contratação de pistoleiros. Sua pena é de 96 anos, dez meses e 15 dias de prisão. Descontado o período em que ficou preso, a sentença foi de 96 anos, cinco meses e 22 dias. Ele também poderá recorrer em liberdade. Os dois condenados terão de entregar os passaportes e não podem deixar o país.

Durante o julgamento, José Alberto chegou a admitir ter contratado os pistoleiros responsáveis pela execução dos servidores – os executores foram julgados e condenados no ano passado.  Mas não envolveu Norberto Mânica, apenas outro réu, Hugo Pimenta, que será julgado em 10 de novembro. Também acusado de ser intermediador, ele fez acordo de delação. Já Norberto negou qualquer participação no crime. Seu advogado, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, famoso criminalista de Brasília, disse ter recebido um processo "impregnado", previamente julgado pela sociedade.

Os advogados de defesa já avisaram que vão recorrer. No tribunal, ouviram-se gritos de "justiça ainda que tardia". Auditores fiscais do Trabalho e familiares dos servidores assassinados permaneceram na sessão durante os quatro dias.

Na próxima quarta-feira (4), será a vez do julgamento de Antério Mânica, ex-prefeito de Unaí, irmão de Norberto e também acusado de ser mandante do crime.



Rede Social
Youtube
Facebook
Twitter
 
Movimento Humanos Direitos ® Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Mapa do Site.
Desenvolvido por MelhorWeb Tecnologia