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VAKINHA: pelos ambientalistas Zé Cláudio e Maria - PA



06/05/2014

 

#AFlorestaVaiGritar     Criada em 5/5/2014      

 

 

VAQUINHA CRIADA POR


Claudelice Santos
32 anos
MARABÁ - PA

RESUMO DA VAQUINHA

Objetivo: R$ 12.905,00
Arrecadado: R$ 400,00
A confirmar: R$ 385,00
Encerramento: 19/5/2014
 
3,10%

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No dia 24 de maio de 2011, dois pistoleiros mataram os ambientalistas Zé Cláudio e Maria. Eles foram julgados, mas os mandantes continuam soltos. Essa vaquinha é para ajudar para ajudar a família a fazer uma grande mobilização dentro do assentamento onde eles viviam e lutar por justiça!


É um ato para a defesa da memória e também de repúdio a esse governo em que não respeita o meio ambiente e nem a vida de quem luta para salvar a natureza. O Brasil é o país no mundo onde mais ambientalistas são assassinados. 

Convidamos todas as comunidades do assentamento para juntarem-se nesse ato em prol da vida dos povos tradicionais.

Quem somos:

Familiares de Zé Cláudio e Maria: Claudelice Santos, irmã de Zé Cláudio; Clara Santos, sobrinha de Zé Cláudio e Laisa Sampaio, irmã de Maria. Junto com a Comissão Pastoral da Terra. 

Como faremos:

A família, a Comissão Pastoral da Terra e organizações locais estão organizando um grande mutirão para reconstruir a casa e o lote para receber os visitantes. Queremos fazer um grande ato para reunir forças internas no assentamento, apoio das outras famílias extrativistas, e transformar o local de vida deles em um símbolo. 

Os custos desse projeto são essenciais para permitir essa mobilização. Vamos receber pessoas que vivem com poucos recursos e dificuldades para o transporte e alimentação, mas gente muito corajosa e dedicada a defender a vida na floresta. 

Vamos preparar alimentos e transporte para receber os convidados, organizar atos para celebrar a luta, espalhar faixas, caminhar pela floresta e promover debates.

Acreditamos que o financiamento coletivo é a única forma de conseguirmos reunir forças que vão além daquelas que estão no nosso entorno, nos cercam, e mobilizar pessoas distantes. Quem está longe e contribui é também parte dessa mobilização.

Na entrada da casa vamos fazer um muro com o nome de todos os apoiadores, e também vamos agradecer a cada pessoa pelas redes sociais.

#VivaZéCláudioeMaria

 

NESTE SITE:

 

03/04/2013  Marabá: MHuD acompanha julgamento de assassinos de casal extrativista

 

27/11/2011

Marabá - PA: MHuD se reúne com Laísa, ameaçada de morte e irmã de sindicalista assassinada - filme

 

 ACUSADO DE SER MANDANTE DE CHACINA DE TRABALHADORES RURAIS EM MARABÁ VAI A JÚRI QUASE 30 ANOS DEPOIS

 

                   O fazendeiro Marlon Lopes Pidde, acusado da chacina de 5 trabalhadores rurais no município de Marabá, em 27/09/1985, vai ser julgado pelo tribunal do júri da capital nesta quinta feria, dia 08 de maio.  O crime ficou conhecido como chacina da Fazenda Princesa. O processo já tramita na justiça paraense há 29 anos e até hoje nenhum responsável pelos crimes foi julgado. O gerente da fazenda de Marlon, que também foi denunciado por ter participado da chacina, escapou de ser julgado, devido ter completado 70 anos e ter sido beneficiado pela prescrição. Um irmão e um empregado de Marlon também enfrentarão o tribunal do júri. Os pistoleiros que fizeram parte da chacina não foram identificados.

                   Marlon Pidde, acusado de ser o mandante do crime, passou 20 anos foragido. A polícia do Pará nunca empreendeu qualquer tipo de esforço para prendê-lo. Ele foi  preso pela Polícia Federal no final de 2006. Na época, estava residindo em São Paulo e usava nome falso. O fazendeiro passou apenas 4 anos e 8 meses preso. Em Agosto de 2011, o STJ mandou soltar Marlon alegando demora em excesso da Justiça paraense em levá-lo a julgamento.

    De 1985 até 2006, o processo permaneceu nas gavetas do fórum de Marabá.  Logo após sua prisão, os advogados da CPT e da SPDDH (que atuam na assistência da acusação), em conjunto com o Ministério Público, ingressaram com pedido de desaforamento do julgamento para a comarca da Capital em junho de 2007, no entanto, o Tribunal só julgou o pedido no dia 08 de fevereiro de 2010, ou seja, quase 3 anos para julgar um recurso que deveria ser julgado em menos de 6 meses.  Em seguida, a defesa de Marlon interpôs os recursos Especial e Extraordinário contra a decisão do Tribunal que desaforou o julgamento para Belém. Novamente o Tribunal demorou, exageradamente, apenas para se manifestar sobre se admitia ou não os recursos. Foi mais de um ano para uma simples manifestação. Somando os dois prazos, o processo passou mais de 4 anos nos corredores do Tribunal de Justiça do Pará. Uma demora sem qualquer justificativa. Era o argumento que a defesa de Marlon esperava e precisava para pedir sua liberdade com fundamento no excesso de prazo de sua prisão.

                     No segundo semestre do ano passado, o Ministério Público, tomou conhecimento de que o Fazendeiro Marlon encontrava-se na sede da Polícia Federal do Estado de São Paulo tentando tirar seu passaporte. O acusado pretendia empreender fuga do Brasil  e se furtar do julgamento. Atendendo ao Pedido do MP, o juiz da primeira vara do tribunal do júri da capital decretou de imediato sua prisão preventiva. Mas, meses após, o mesmo juiz mandou colocá-lo novamente em liberdade, atendendo pedido da defesa de Marlon.

     O caso ficou conhecido a nível nacional e internacional, em razão da crueldade usada pelos assassinos, chefiados por Marlon, para matar as vítimas. Os cinco trabalhadores foram sequestrados em suas casas, amarrados, torturados durante dois dias e assassinados com vários tiros. Depois de mortos, os corpos foram presos uns aos outros com cordas e amarrados a pedras no fundo do rio Itacaiunas. Os corpos só foram localizados mais de uma semana após o crime. O caso foi levado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, onde tramita um processo contra o Estado brasileiro.

   Uma caravana de familiares das vítimas e de trabalhadores rurais do município de Marabá, seguirão para Belém para acompanharem o julgamento.  A expectativa de todos é que, ainda que muito tarde, a JUSTIÇA  seja feita.

                    Marabá/Belém 07 de maio de 2014.

 

Comissão Pastoral da Terra - CPT diocese de Marabá.

Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos - DPDDH.

Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Pará - FETAGRI

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marabá.

Familiares das vítimas. 

Exibindo floresta vai gritar 1.jpg    Contribua já!


 

 
 
 
 
 
 


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