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Pistoleiros ameaçam famílias acampadas em usina falida de deputado federal



12/07/2013

 

InĂ­cio

Estados do Brasil: Alagoas

Ação ocorreu na madrugada do último sábado (6). Um bando de pistoleiros efetuou diversos disparos de arma de fogo, incendiou os barracos de lona e ameaçou os acampados

Railton Teixeira  de Maceió, Alagoas

O latifúndio voltou a usar as suas velhas práticas de opressão em uma ocupação nas terras de uma falida usina ‘de propriedade’ de um deputado federal por Alagoas. Na madrugada do último sábado (6), um bando de pistoleiros efetuou diversos disparos de arma de fogo, incendiou os barracos de lona e ameaçou os acampados.

As famílias estão no Acampamento Santo Antônio da Lavagem, na propriedade da Usina Laginha, desde 11 de junho deste ano. A usina pertence ao deputado federal João Lyra, que está com processo de falência tramitando no Tribunal de Justiça e mantém um débito trabalhista com a maioria dos trabalhadores rurais ali acampados.

A ação foi descrita pelos acampados como rápida. Eles relatam que os ‘pistoleiros’ chegaram ao local em seis veículos grandes, modelo caminhoneta, e em duas motocicletas. “Foi tudo muito rápido, eles chegaram assim, perguntaram quantas pessoas tinham, gritando, atirando. Muita gente correndo, caindo, pensei que iria morrer (sic)”, enfatizou a trabalhadora, apenas identificada por Carminha.

Nenhum acampado foi atingido pelos disparos. O Pelotão de Operações de Policiamento Especiais (Pelopes), da Polícia Militar, esteve no local momento após a prática criminosa. Na ocasião, os militares recolheram cerca de 40 cápsulas deflagradas de pistola 380. “Esse armamento é de grosso calibre, o que demonstra que não são pequenos grupos atuando na região”, destacou um dos militares que não quis ter a sua identidade divulgada.

Ainda segundo Cristiano, na semana passada, durante as vésperas do festejo de São Pedro (29/06), o mesmo grupo esteve no local, mas desta vez derrubando os barracos de lona e destruindo as plantações. “Só que usando um veículo de grande tração, um trator”, explicou.A direção do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), movimento que acompanha o acampamento, esteve na Delegacia de Polícia Civil da cidade para prestar queixas, entregar outras oito cápsulas deflagradas encontradas pelos trabalhadores, além de confeccionar um Boletim de Ocorrências. “Pelo menos para ver se o Estado nos garante segurança”, enfatizou o coordenador da Zona da Mata, Cristiano dos Santos.

“Vamos ter de esperar que outro trabalhador rural venha a tombar para que efetivamente a segurança pública em Alagoas funcione? Porque pelo jeito teremos outro Jaelson Melquiades, outra irmã Dorothy, outro Chico Mendes e estes crimes não serão esclarecidos, farão apenas parte de uma estatística”, desabafou Josival Oliveira, dirigente nacional do MLST.



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