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Xingu Vivo - MPF no Pará vai apurar se ONG contrária à construção de Belo Monte foi espionada



28/02/2013


O Ministério Público Federal no Pará (MPF) irá apurar denúncia apresentada pela organização não governamental (ONG) Movimento Xingu Vivo para Sempre. Na representação, o movimento informa ter descoberto um homem que se infiltrou nas reuniões do grupo a pedido do Consórcio Construtor Belo Monte.

A reportagem é de Alex Rodrigues e publicada pela Agência Brasil, 26-02-2013.

O homem foi flagrado filmando e fotografando as reuniões de planejamento estratégico, segundo lideranças da ONG, que reúne movimentos sociais e ambientalistas contrários à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, próximo a cidade de Altamira (PA). O suposto esquema de espionagem foi detectado no último domingo (24) e denunciado ontem (25) ao MPF em Altamira, que vai conduzir a apuração, sob a responsabilidade da procuradora da República Meliza Alves Barbosa, segundo o próprio ministério.

De acordo com o Xingu Vivo, o homem mora na cidade há 29 anos e conhece a família da coordenadora da entidade, Antônia Melo da Silva, fato que favoreceu a entrada dele no movimento. No entanto, o comportamento dele chamou a atenção de alguns participantes. Eles notaram que, na última reunião, embora sempre tivesse uma caneta em mãos, o novo integrante não fazia anotações, limitando-se a apontar a caneta para quem discutia ações planejadas pelo movimento.

O Xingu Vivo descobriu que a caneta tratava-se de uma microcâmera disfarçada, objeto usado para espionagem e que pode ser comprado pela internet ou em lojas de artigos eletrônicos. A ONG encontrou vídeos e áudios com trechos das discussões de planejamento do movimento.

O equipamento e os arquivos gravados foram entregues ao MPF. O movimento também disse ter feito fotos do crachá e da carteira profissional do homem, que disse ter trabalhado como vigilante nos canteiros de obra, como indicação de que prestava serviços para o consórcio. Depois de ser flagrado, conforme o Xingu Vivo, o homem se dispôs a falar e contou ao advogado do movimento, Marco Apolo Santana Leão, ter sido contratado pelo Consórcio Construtor Belo Monte. O movimento gravou o depoimento. No vídeo gravado, editado e disponibilizado na internet pela organização, o homem diz ter sido procurado por um segurança do consórcio.

“Ele [o segurança] chegou e falou que tinha uma proposta de emprego. Que queria me oferecer R$ 3,1 mil para eu fazer o trabalho de investigação do Xingu Vivo; repassar as informações para o consórcio para o caso de ter alguma invasão ou qualquer outra coisa a empresa se precaver e fazer a segurança do sítio [canteiro de obras]”, diz. O rosto do homem não é mostrado no vídeo. Em um momento do vídeo, ele diz se chamar Antônio Carlos.

Desempregado, Carlos diz ter aceitado a proposta por R$ 5 mil por mês, valor depositado em um banco. Iniciado em dezembro de 2012, o serviço incluiria também espionar os funcionários nos canteiros de obras. No depoimento em vídeo, ele disse que um agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) iria procurá-lo dentro de alguns dias para assistir às gravações feitas.

Conforme o Xingu Vivo, após a gravação do depoimento, o suposto agente recuou e comunicou que não se apresentaria ao MPF para repetir sua versão dos fatos. Depois, enviou uma mensagem de texto a um integrante da ONG alegando que eles o teriam ameaçado e que iria processar o movimento. Diante disso, o Xingu Vivo decidiu divulgar o vídeo na internet.

Procurado, o Consórcio Construtor Belo Monte informou, por meio da assessoria, que não foi oficialmente notificado da denúncia, razão pela qual não se pronunciará. A empresa disse estar esperando ser notificada para tomar as providências necessárias e disse não ser prática do consórcio enviar observadores a eventos promovidos por outros órgãos ou instituições.

A assessoria da Abin informou que a agência não comentará o assunto. A Agência Brasil procurou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, ao qual a Abin está vinculada. Também não houve manifestação por parte do GSI.


A reportagem é do portal G1 do Pará, 26-02-2013.

 

‘O que vimos foi aterrador’, diz parlamentar sobre exploração sexual no Pará

 

Os deputados Arnaldo Jordy (PPS-PA) e José Augusto Maia (PTB-PE), que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o caso de exploração sexual em Vitória do Xingu e de tráfico de perto próximo ao canteiro de obras da usina de Belo Monte, no Pará, irão avaliar o conteúdo dos depoimentos das quatro pessoas que foram presas suspeitas aliciar jovens para a prostituição no Pará.

A reportagem é do portal G1 do Pará, 26-02-2013.

Os depoimentos foram colhidos na noite da última segunda-feira (25) na sede da Delegacia Geral de Polícia, em Belém, pelos parlamentares e pela delegada-geral adjunta Christiane Lobato, e Simone Edoron, diretora de Atendimento a Grupos Vulneráveis, da Polícia Civil.

“Foram quatro horas de depoimentos gravados. E o que podemos adiantar até agora é que as informações são totalmente contraditórias, não condizem com o teor do que foi denunciado pelas vítimas. Nós precisamos analisar esse material com calma.”, disse o deputado Arnaldo Jordy em entrevista ao G1.

Explicações

De acordo com o parlamentar, o próximo passo da CPI será, a partir das informações prestadas pelos presos, consultar os outros membros da comissão para avançar no processo de investigação, ouvir os esclarecimentos da Norte Energia e do Consórcio Construtor Belo Monte, para, ao final, pedir o indiciamento de todos os envolvidos no caso.

“A avaliação preliminar que pode ser feita é que o tráfico de pessoas está caracterizado de fato. Mas precisamos ainda buscar esclarecimentos com a Norte Energia e o CCBM porque não acreditamos que eles ignorem uma situação grave como essa ou pior, que isso esteja acontecendo tendo a conivência deles”, esclareceu Jordy.

Ainda segundo Jordy, após a audiência pública realizada na Câmara Municipal de Altamira, no sudoeste paraense, na manhã da última segunda-feira (26), os deputados visitaram, pela tarde, as instalações do canteiro de obras de Belo Monte e lá constataram a existência de uma boate. “O que vimos foi aterrador: quartos que eram verdadeiros cubículos sem janelas, um calor infernal, portas com fechaduras que abriam apenas pelo lado de fora, condições inóspitas e totalmente degradantes para a vida humana”, revelou o deputado.

A equipe de reportagem do G1 entrou em contato com a assessoria do CCBM, que, em nota, disse que o imóvel citado pelos parlamentares funcionaria em uma chácara na zona rural daquele município, em terreno particular de propriedade desconhecida e distante cerca de 20 km do canteiro de obras mais próximo.

Ainda de acordo com o consórcio construtor, nenhuma das áreas localizadas no perímetro mencionado seria de titularidade da Norte Energia e, portanto, de sua responsabilidade. A Norte Energia só seria responsável pelas áreas efetivamente adquiridas.

 

Conatrae, trabalho escravo e exploração sexual Repórter Brasil 20/02/2013



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