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O DIA: Judoca Flávio Canto recebe prêmio por trabalho social nas favelas do Rio



10/12/2015

 

Atleta será um dos homenageados em cerimônia que acontece dia 14, no CCBB, no Centro da cidade

O DIA

Rio - O judoca Flávio Canto, criador e presidente do Instituto Reação, que promove a inclusão social por meio do esporte e da educação em favelas cariocas, será um dos contemplados com o Prêmio João Canuto 2015, em cerimômia que será promovida pelo Movimento Humanos Direitos (MHuD), no próxima segunda-feira, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), a partir das 19h, com entrada gratuita.

O Prêmio será entregue aos representantes de causas humanitárias que mais se destacaram em 2014 e 2015 pelas mãos dos atores e participantes do MHuD (Movimento Humanos Direitos), Dira Paes, Camila Pitanga, Carla Marins, Cassia Kis Magro, Eduardo Tornaghi, Leonardo Vieira e Priscila Camargo. A premiação foi criada em 2004 e acontece durante o Fórum dos Direitos Humanos, onde são discutidas iniciativas primordiais da luta pela erradicação do trabalho escravo, pela erradicação da exploração sexual infantil, em favor da demarcação das terras indígenas e das áreas dos quilombolas e em favor de ações sócio ambientais.

Os vencedores do Prêmio João Canuto são pessoas ou entidades que agem por conta própria e não possuem nenhum vínculo com o Governo. Todos contribuíram através da criação de movimentos ou de lutas pessoais com o desenvolvimento dos Direitos Humanos. Nesse ano os premiados são, além de Flávio Canto, Dalila Figueiredo (fundadora da ASBRAD, organização que atua principalmente contra a violência feminina e o tráfico humano), Márcia Albernaz Miranda (auditora do Ministério do Trabalho do Rio, com especial atuação nos casos de chineses submetidos à máfia do trabalho escravo), Serviço Pastoral dos Migrantes (completa 30 anos em 2015 e atua no acolhimento, inclusão e legalização dos migrantes estrangeiros), Antônio Canuto (um dos fundadores da Comissão Pastoral da Terra, por toda sua trajetória ligada aos direitos humanos através de sua luta rural), Val Schneider (empreendedor social, migrante do Ceará que criou um centro de referência à cidadania no Complexo do Alemão), Mãe Beata (candomblecista, referência da resistência da religião, cidadania, cultura e dignidade da população afro brasileira, com foco na defesa dos direitos das mulheres negras) e Dinael Cardoso (liderança do Movimento em Defesa da Vida e da Cultura do Rio Arapiuns, no Pará, que luta contra a exploração da terra por empresários, mineradoras e produtores de soja).

Flávio Canto, criador e presidente do Instituto Reação
Foto: Divulgação

O Prêmio João Canuto terá também a participação de Roberta Sá, que fará um pocket show. A apresentação é das atrizes e diretoras do MHuD, Camila Pitanga e Dira Paes. O Movimento Humanos Direitos foi fundado após um e-mail que o ator Marcos Winter, em dezembro de 2002, enviou ao padre Ricardo Rezende Figueira. Nele, o ator considerava que todo artista tem uma responsabilidade social. E perguntava se não seria interessante criar uma “associação” de artistas que se envolveriam com o tema dos direitos humanos.

Os artistas ofereceriam sua visibilidade na mídia em favor de pessoas e instituições que abraçassem causas justas. Dessa forma, eles fariam denúncias de violações aos direitos humanos como o trabalho escravo contemporâneo. Buscariam apoiar causas, a partir de informações seguras, que pudessem ser acompanhadas por grupos locais.

E a ideia ganhou corpo. Em janeiro de 2003 foram realizadas as primeiras reuniões do MHuD. Djavan, Chico Buarque, Caetano Veloso, Flávio Venturini, Wagner Tiso, Lobão e outros fizeram gratuitamente um espetáculo no Circo Voador, em prol da luta contra a impunidade no campo, especialmente no Sul do Pará. O espetáculo se chamou Rio Maria Canto da Terra. Ao Pará, desde então, foram diversas vezes para expressar o desejo de restabelecer a justiça no campo, os atores e atrizes: Paulo Betti, Letícia Sabatella, Ângelo Antônio, Sérgio Mamberte, Cristina Pereira, Marcos Winter, Leonardo Vieira, Camila Pitanga, Carla Marins, Otto Ferreira, Carla Marins, entre outros. .

O Movimento Humanos Direitos (MHuD), tem desenvolvido uma série de atividades em prol da paz e dos direitos humanos. Ele tem um olhar especialmente voltado para os problemas do trabalho escravo, dos abusos praticados contra crianças e adolescentes, as questões dos quilombolas, do meio ambiente e dos povos indígenas.

Quem foi João Canuto?

Após várias ameaças de morte, o dirigente sindical, João Canuto, foi assassinado com 18 tiros, no dia 18 de dezembro de 1985. Ele era perseguido principalmente por sua luta pela reforma agrária. O crime foi planejado por um grupo de fazendeiros do sul do Pará, entre eles Adilson Carvalho Laranjeira, fazendeiro e prefeito de Rio Maria na ocasião do assassinato, e Vantuir Gonçalves de Paula. O inquérito foi concluído oito anos após a ocorrência do crime. A denúncia foi feita pelo Ministério Público apenas em 1996. Um ano depois, sob ameaça da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) de condenar o governo brasileiro pela demora na apuração dos fatos, o andamento do processo foi agilizado. Em 1999, o Brasil foi condenado pela Comissão Interamericana devido à lentidão na apuração do caso. Sob pressão de organizações de direitos humanos, em 2001, os dois acusados foram pronunciados como mandantes do assassinato.

Vale ressaltar, entretanto, que a perseguição e violência contra os trabalhadores rurais continuam na região. Cinco anos após a morte de Canuto três de seus filhos, Orlando, José e Paulo, foram sequestrados e dois deles foram assassinados. Orlando sobreviveu, mas ficou gravemente ferido. Expedito Ribeiro, sucessor de Canuto na presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, foi assassinado em 2 de fevereiro de 1991. Um mês depois, Carlos Cabral, sucessor de Ribeiro e genro de Canuto, foi ferido num atentado a bala.

 

SAIBA MAIS SOBRE O PRÊMUIO JOÃO CANUTO 2015:

14/12/2015 Prêmio João Canuto 2015 - CCBB


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