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Dira Paes defende expropriação para quem explora trabalho escravo - RadioAgência



04/05/2012

 

Atriz está à frente de uma campanha que pretende recolher 100 mil assinaturas, como forma de pressionar os parlamentares.
De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.
Nos próximos dias, o Congresso Nacional retoma a votação da Proposta de Emenda Constitucional 438/01, a PEC do Trabalho Escravo, que pretende banir do Brasil esse tipo de exploração. Estimativas do Ministério do Trabalho indicam que, desde 1995, aproximadamente 42 mil trabalhadores foram resgatados de situação semelhante à de escravidão.
Na maioria dos casos identificados em propriedades rurais, as vítimas ficam confinadas em alojamentos - sem permissão para deixar o local - e são submetidas a situações degradantes de higiene. Além disso, recebem alimentação precária e são obrigadas a comprar os instrumentos de trabalho, contraindo dívidas que não podem ser pagas com o salário que recebem. A prática também é comum nas cidades, como demonstram os processos judiciais contra as redes de lojas Zara e Pernambucanas.
A atriz e diretora do Movimento Humanos Direitos, Dira Paes, está à frente de uma campanha que pretende recolher 100 mil assinaturas, como forma de pressionar os parlamentares a aprovarem a PEC do Trabalho Escravo. Até o momento, o documento tem o apoio de mais de 60 artistas e personalidades públicas.
Em entrevista à Radioagência NP, a atriz defende a expropriação para quem for condenado pela exploração de trabalho análogo ao de escravo. Entre outras revelações, Dira relata a situação vivida por ribeirinhos em seu estado natal, o Pará, e a maneira como os aliciadores costumam agir para recrutar mão-de-obra escrava.
Ouça agora a entrevista.
Radioagência NP: Dira, o que levou você a se envolver pessoalmente na campanha de combate ao trabalho escravo?
 
DP: É um problema do mundo e não só do Brasil. Existem várias categorias de trabalho escravo, tem casos de trabalho escravo nas cidades, nas metrópoles. É um assunto em voga. E não é a toa que eu acredito que em breve isso vai ser muito comentado. No Norte do Brasil, pelo menos em Marajó (PA), a gente tem dados concretos de ribeirinhos que já não querem sair de sua terra, mas são capturados à força. São mulheres, adolescentes e muitas vezes crianças que vão ter seus órgãos retirados ou mulheres que vão ser escravizadas nas Guianas. Ou seja, é uma situação de calamidade mundial.
Radioagência NP: Como você vê a proposta que prevê a possibilidade de ocorrer expropriação nos casos de empregadores que exploram trabalho escravo?
 
DP: A miséria leva essas pessoas a serem aliciadas por “gatos”. Eles são treinados para perceber em rodoviárias, em pontos estratégicos de miséria e de situação de desespero, pessoas que precisam de uma chance e, nesse intuito, acabam se entregando nas mãos do seu próprio carrasco. Esse é um dos fatores, e o segundo é a sensação de impunidade, que gera uma segurança acima do normal para essas pessoas que vivem do esquema.
Radioagência NP: Você vê possibilidades de aprovação da proposta?
 
DP: O Movimento Humanos Direitos está levantando um abaixo-assinado para que a gente consiga o maior número de assinaturas. Quem quiser visitar o site  WWW.HUMANOSDIREITOS.ORG


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