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O Liberal: Atores pedem justiça para Dezinho



28/11/2011

Artistas exigem punição a assassinos de sindicalista morto em 2000

Evandro Corrêa

Sucursal do Sul e Sudeste do Pará

Quatro artistas da TV Globo desembarcaram na manhã de sábado, 26, no aeroporto de Marabá, para participar de um ato público que lembrou a passagem dos onze anos do assassinato de José Dutra da Costa, o "Dezinho", morto em novembro de 2000. Do aeroporto, os atrizes Camila Pitanga e Letícia Sabatella e os atores Sérgio Marone e Osmar Prado, juntamente com várias lideranças sindicais, seguiram direto para o local do evento, na praça principal de Rondon do Pará. Na cidade, os artistas posaram para fotos, distribuíram autógrafos e participaram de várias reuniões com autoridades e representantes da sociedade civil.

Há cerca de seis anos, os artistas, que fazem parte de uma organização não governamental de direitos humanos, resolveram abraçar a causa da agricultora Maria Joel, viúva do sindicalista "Dezinho", executado a mando de fazendeiros e pecuaristas da região. Marcada para morrer, Maria Joel assumiu o papel do marido e se tornou uma liderança na luta contra a violência e impunidade no campo. Antes do ato público e da caminhada, os artistas se reuniram com o juiz da comarca local, Gabriel Ribeiro. "Tenho acompanhado o seu trabalho e sei que o senhor é comprometido com a justiça e com as causas sociais", disse a atriz Camila Pitanga, depois de abraçar o magistrado.

Para a reportagem, a atriz Letícia Sabatella disse que a sociedade não pode mais tolerar os desmandos de poderosos. "Estamos aqui para pedir justiça e tentar minimizar os conflitos agrários", afirmou. Já o ator Osmar Prado, ressaltou que a causa de Maria Joel deve ser abraçada por todos. "Essa mulher é a prova viva de que a intolerância nunca vai prosperar", completou. Já o ator Sérgio Marone declarou que a sociedade deve repudiar qualquer tipo de violência. "Todos somos seres humanos e merecemos dignidade e respeito", disse Marone, ressaltando que também está empenhado em um projeto que discute os impactos da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Depois da caminhada, os artistas e manifestantes se reuniram na Praça da Paz, no centro da cidade, onde ocorreu o ato público.



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