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Nepp-DH e MHuD realizam a entrega do Prêmio João Canuto de Direitos Humanos



11/11/2011

Direitos Humanos
Nepp-DH e MHuD realizam a entrega do Prêmio João Canuto de Direitos Humanos
GUIDO AROSA - AGÊNCIA UFRJ DE NOTÍCIAS DA PRAIA VERMELHA
agn2pv@reitoria.ufrj.br

Entrega do pr√™mio Jo√£o Canuto. Foto de Marco Fernandes.Cerca de 40 mil brasileiros foram libertados do trabalho em condições análogas à escravidão, nos últimos 15 anos. O Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos (Nepp-DH) da UFRJ e o Movimento Humano de Direitos (MHuD) trabalham para que o governo dê mais atenção a casos como esse, além de prostituição infantil, tráfico humano e ameaças de morte a quem luta pelo acesso à terra. Para incentivar e celebrar as conquistas desses dois grupos, parceiros em várias iniciativas, na última quinta-feira (10/11), foi entregue o 8º Prêmio João Canuto a oito pessoas que, de alguma maneira, contribuíram para a luta pelos direitos humanos.

Receberam o prêmio o ator e produtor de alimentos orgânicos Marcos Palmeira; a psicóloga e sanitarista Débora Noal, da entidade Médicos Sem Fronteiras (MSF); a Associação Mineira do Ministério Público; os diretores de cinema Aline Saara e Cacá Diegues; o padre petropolitano José Carlos Medeiros Nunes (Quinho); a advogada paraense Meire Lúcia Xavier Cohen; e o bispo de Marajó dom José Luiz Ascona. A cerimônia de premiação ocorreu no Auditório Leme Lopes, do Instituto de Psiquiatria (Ipub) da UFRJ, no campus da Praia Vermelha.

O ator Marcos Palmeira, um dos premiados. Foto de Marco Fernandes.Além do prêmio, foram lançados os livros Olhares sobre a escravidão contemporânea: novas contribuições críticas e Trabalho escravo contemporâneo: um debate transdisciplinar, organizados respectivamente pelos pesquisadores Adonia Prado e Ricardo Rezende. Segundo Rezende, padre e professor do Nepp-DH, o desafio é colocar o desenvolvimento científico em prol dos direitos humanos. “Ser cientista não significa não ter sensibilidade”, afirmou. Para a diretora do Núcleo, Mariléia Venâncio Porfírio, a universidade desempenha papel fundamental na área de Direitos Humanos. “Esses dois livros apontam para que isso (trabalho escravo) não apenas seja mostrado, mas sim exterminado”, apontou.

João Canuto

O Prêmio João Canuto leva o nome do dirigente sindical assassinado em 1985, com 18 tiros, perseguido principalmente por sua luta pela reforma agrária. O crime, organizado por um grupo de fazendeiros do sul do Pará, foi denunciado pelo Ministério Público (MP) apenas em 1996. O MHuD deseja lançar pessoas com visibilidade artística nos casos de problemas com direitos humanos para justamente pressionar as autoridades a tomarem atitudes rápidas, evitando outros assassinatos.



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