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Advogado da CPT José Batista, receberá prêmio de Direitos Humanos



22/10/2008

José Batista Gonçalves Afonso, advogado da CPT da Diocese de Marabá e membro da coordenação nacional da entidade será homenageado pelo Movimento Humanos Direitos (MhuD), com o Prêmio João Canuto/Direitos Humanos, que será entregue no dia 23 de outubro no Rio de Janeiro, por ocasião da realização do Seminário “Direitos Humanos, Trabalho Escravo e Agronegócio” promovido pelo MhuD e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. O evento que se iniciou dia 20, se estenderá até dia 24 de outubro. No dia 23, José Batista proferirá palestra com o tema Os 60 anos dos Direitos Humanos no Brasil”, e após, será homenageado com o Prêmio João Canuto/Direitos Humanos em reconhecimento a sua luta em defesa dos camponeses do Sul e Sudeste do Pará.

O Movimento Humanos Direitos é composto e coordenado por professores universitários e diversos artistas do Rio de Janeiro como, por exemplo, Camila Pitanga, Dira Paes, Cristina Pereira, Cássia Reis, Carla Marins, Bete Mendes, Marcos Winter, Leonardo Vieira, Letícia Sabatella, Osmar Prado, Marcos Frota entre outros, e tem tido relevante trabalho na luta pelos direitos humanos no Brasil e no mundo.

O sul e sudeste do Pará, para onde José Batista tem voltado sua atuação, são conhecidas nacional e internacionalmente pelas graves violações dos direitos humanos no campo. São mais de 800 assassinatos de trabalhadores rurais, lideranças sindicais, advogados e religiosos. Nenhum mandante cumprindo pena por estes crimes; são mais de 23 mil trabalhadores vítimas de trabalho escravo no Pará nos últimos dez anos, a maioria no sul e sudeste do Estado, e apenas um fazendeiro condenado cumprindo pena; são centenas de fazendeiros e madeireiros, além da Companhia Vale do Rio Doce, que ao longo dos anos vêm cometendo crimes ambientais graves: destruindo reservas florestais, fraudando planos de manejo, assoreando rios, devastando as matas ciliares e contaminando nascentes.

Ao longo dos mais de 12 anos em que vive e trabalha na região, José Batista, em conjunto com a equipe da CPT de Marabá, tem feito um trabalho de suma importância para a implementação da reforma agrária nesta parte do Estado. Também tem atuado firmemente contra todas as formas de violação dos direitos dos trabalhadores rurais, no combate ao trabalho escravo e a impunidade no campo. Atualmente advoga em causas de trabalhadores ligados a 16 (dezesseis) Sindicatos de Trabalhadores Rurais, à Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Pará (FETAGRI), ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ao Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Acompanha mais de 50 (cinqüenta) processos, sendo a maioria contra interesses de grandes fazendeiros e empresas da região como,  a Companhia Vale do Rio Doce, a Vale. Atuou como assistente de acusação dos júris que condenou o pistoleiro que assassinou o sindicalista José Dutra da Costa - o Dezinho - a 29 anos de prisão e dos pistoleiros e mandantes do assassinato da missionária Dorothy Stang.

O trabalho de José Batista na CPT da Diocese de Marabá apoiando a luta pela terra já contribuiu, diretamente, com a criação de 481 projetos de assentamentos na região, beneficiando mais de 80 mil famílias de trabalhadores rurais.

Os grandes latifundiários e empresas sabem que o trabalho que José Batista desenvolve na CPT tem contribuído para o empoderamento dos trabalhadores rurais, sobretudo os mais pobres, que sofrem violência. Por esta razão fazem de tudo para atrapalhar a sua atuação como defensor dos direitos humanos.

Atualmente, além de advogado da Comissão Pastoral da Terra da Diocese de Marabá-PA, José Batista é também membro da Coordenação Nacional da CPT, é um dos articuladores nacionais da Rede Nacional dos Advogados Populares - RENAP e compõe a Comissão de Direitos Humanos Ordem dos Advogados do Brasil Seção Pará.

Marabá -PA, 22 de outubro de 2008.

Comissão Pastoral da Terra – CPT -  Regional Pará.

Pastorais Sociais da Diocese de Marabá

FETAGRI regional sudeste

Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST

Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB

Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos – SPDDH

Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA

Centro de Educação, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular – CEPASP

Conselho Indigenista Missionário - Norte 2 (CIMI)

Núcleo de Educação do Campo (NECAMPO)/UFPA

Escola Familiar Agrícola de Marabá – EFA

Fórum Regional Sudeste de Educação do Campo

Fundação Agrária do Tocantins e Araguaia - FATA

Laboratório Sócio Agronômico da Araguaia e Tocantins – LASAT/NCADR/UFPA

Cooperativa de Prestação de Serviços – COPSERVIÇOS

Saiba mais sobre o Fórum em ATIVIDADES/PRÊMIO JOÃO CANUTO, neste site.



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