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IBASE entrevista Eduardo Tornaghi - AgĂȘncia Ibase



31/08/2009

 

Entrevista: Eduardo Tornaghi

Da redação
Colaborou Diego Santos

“Sem alimentação digna, faltam todos os outros direitos”. Essa é a principal mensagem de vídeo que defende o direito à alimentação para todos(as) os(as) brasileiros(as).

A iniciativa é parte da Campanha Alimentação: direitos de todos, organizada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), com o  apoio de entidades públicas e da sociedade civil. O objetivo é mobilizar movimentos sociais, governos, personalidades públicas e artistas e cada indivíduo(a) para a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC nº 047/2003) que inclui a alimentação entre os direitos sociais estabelecidos no Artigo 6º da Constituição.

No vídeo, oito artistas – integrantes do Movimento Humanos Direitos (Dira Paes, Bete Mendes, Maria Zilda, Leonardo Vieira, Camila Pitanga, Gilberto Miranda, Eduardo Tornaghi e Cristina Pereira) defendem a aprovação da PEC.
Em entrevista, Eduardo Tornaghi, ator e ativista social, fala sobre seu  engajamento no Movimento Humanos Direitos (MHuD) e sobre o direito à alimentação.

Ibase – Como iniciou o seu envolvimento com o MHuD?

Eduardo Tornaghi – A Adair Rocha me ligou comunicando que o Marcos Winter estava organizando esse grupo. Achei muito legal porque, muitas vezes, os atores são requisitados para campanhas e vemos colegas caindo em esparrelas com a melhor das boas intenções, apoiando causas absolutamente indefensáveis que se apresentam como positivas. Por exemplo, há  organizações discutíveis como as LBAs e as LBVs da vida.

A proposta do grupo era de que os atores pudessem estudar sobre os problemas sociais para terem discernimento na hora em que fossem convocados e que passassem a usar a mídia quando fossem entrevistados para falar sobre as novelas, as peças de teatro etc. Assim, poderiam fazer alusão a essas causas, com conhecimento.

O grupo estava se reunindo a partir do “Marquinhos”, mas em torno também do Padre Ricardo, uma pessoa que não conhecia, mas pela qual tinha admiração por conta da batalha do Araguaia, de ter enfrentado risco de vida. Começamos a nos reunir na igreja do Leme. Começamos discutindo a questão do trabalho escravo e, a partir daí, o trabalho vem sendo desenvolvido.

Ibase – Muitos(as) integrantes do MhuD são personalidades públicas, ligadas ao meio artístico. A imagem pública ajuda a promover causas?

Eduardo Tornaghi – A imagem pública carrega conotações que podem tanto ajudar como atrapalhar, mas, se você tem acesso à comunicação com o conjunto da sociedade, você tem a obrigação de se colocar a serviço dela. Com tantos assuntos urgentes de interesse geral, não temos o direito de usar a mídia para nossos interesses imediatos. O contrário é burrice, pois é a estabilidade da sociedade que nos sustenta e protege.

Ibase – Você está envolvido com uma campanha pela inclusão do direito à alimentação na Constituição. O que você diria às pessoas que argumentam que os direitos à educação e à saúde, por exemplo, estão assegurados constitucionalmente, no entanto, não há qualidade desses serviços?

Eduardo Tornaghi – É um péssimo sinal o nosso país precisar colocar na Constituição algo tão básico. Colocar na Constituição não garante algo, mas levantar o debate sim. É preciso que se discuta para que os indivíduos formem suas consciências e o consenso se estabeleça. Apenas a pressão social pode superar o egoísmo natural, não uma lei. Portanto, é preciso provocar a discussão.

Quando eu era menino, toda e qualquer casa comercial da cidade tinha água filtrada para oferecer a quem pedisse. Não precisava ser um bar. Era consenso que água não se nega para ninguém. Um mendigo podia pedir e ia ser servido. Hoje, ninguém mais bebe água na rua sem pagar. E se você pede, te olham torto. Nessa hora, começamos a precisar de leis. A discussão é: que tipo de povo queremos ser? Iguais ou divididos? Em que tipo de ambiente queremos viver?

Ibase – Com o direito à alimentação na Constituição, que ações deveriam ser promovidas por governo e sociedade civil?

Eduardo Tornaghi – Conversa. Muita conversa. Sem a adesão da sociedade vão roubar o arroz e a licitação.

Assine abaixo-assinado pelo direito à alimentação.

Publicado em 31/08/2009.



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