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13 MINUTOS COM Emilio Gallo - O Globo



21/04/2011

Uma distribuição em múltiplas frentes

13 MINUTOS COM Emilio Gallo


Divulgação/ Giulia Gallo

O Globo
Segundo Caderno
Quinta-feira, 21 de abril de 2011

Realizador de curtas-metragens de farta circulação pelo Brasil e pelo exterior, como “Tibira é gay”, o diretor Emilio Gallo vai arriscar uma experiência de distribuição atípica para os padrões do cinema brasileiro com o longa-metragem documental “Esse homem
vai morrer — Um faroeste caboclo”. Com estreia marcada para 13 de maio no Cine Glória, o filme, narrado por Dira Paes, registra o destino de 14 pessoas juradas de morte na cidade de Rio Maria, no sul do Pará, por envolvimento com a luta de lavradores pela terra e a denúncia do trabalho escravo. Concomitantemente à sua entrada em circuito, o filme será disponibilizado nas locadoras, em DVD, e na grade do Canal Brasil. Nesta entrevista, o documentarista carioca explica sua estratégia de lançamento.

O GLOBO: Em 2007, a ficção gaúcha “3 Efes”, de Carlos Gerbase, teve um lançamento casado, entre TV, DVD e salas de exibição. Agora, você aposta nesta fórmula de distribuição com um documentário. Como foi estruturado o lançamento de “Esse homem vai morrer”?

EMILIO GALLO: Já tinha quase desistido de lançar o documentário no cinema, pois tinha
a impressão de que o tema não é dos mais convidativos ao grande público. Mas quando
soubemos que o negócio lá no sul do Pará esquentou novamente, Dira e eu pensamos
que o lançamento comercial do filme, neste momento, poderia ajudar a trazer a questão
fundiária da região à tona, agora que três bispos e uma freira estão ameaçados. O que puxou isso tudo foi a produção do DVD do filme, articulada pelo Paulo Mendonça e pelo
André Saddy, da direção do Canal Brasil, o que possibilitou disponibilizar o trabalho no
mercado. Foi Paulo quem definiu a estratégia de lançar tudo simultaneamente.

Elogiado por especialistas no cinema documental brasileiro, seu documentário foi
comparado ao clássico “Cabra marcado para morrer” (1984), de Eduardo Coutinho, em seu espírito denuncista sobre a violência que cerca a questão da terra. Como nasceu esse mergulho na questão fundiária paraense?

A ideia do filme surgiu junto com a ONG que o ator Marcos Winter criou e fundou, Humanos Direitos, da qual hoje a Dira é presidente. Padre Ricardo, um dos personagens centrais do filme e um dos fundadores da ONG, é um homem de rara coragem, que faz com que a gente ainda tenha fé na Humanidade. Ao combater o trabalho escravo no Pará, a fé que ele inspira não é religiosa. É fé no Homem. Levamos quase seis anos para produzir o filme, que não conta com um centavo de ajuda de ninguém.

Do que trata o filme “Animal da floresta”, que você está desenvolvendo? Dirigido em parceria com Ana Helena Gomes, o filme é um poema-documentário em defesa da Amazônia, construído a partir do poeta Thiago de Mello. (R.F.)



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