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Artistas pedem investigação de trabalho escravo



16/07/2003

Artistas pedem investigação de trabalho escravo 


O Globo 16/07/2003

Integrantes de ONG cobram apuração de denúncias contra presidente da Assembléia Legislativa.

Artistas e intelectuais que integram uma ONG de defesa dos diretos humanos estiveram ontem na Assembléia Legislativa para cobrar uma apuração mais detalhada das denúncias de trabalho escravo na fazenda do presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB), no Mato Grosso. O grupo, liderado pelo ator Marcos Winter, tentou um encontro com o parlamentar, que não estava na Alerj, e entregou uma carta aberta aos presidentes das comissões de Trabalho e de Diretos Humanos, na qual pede a realização de uma audiência pública para discutir o assunto.

- Estivemos, aqui em maio para uma palestra sobre o trabalho escravo e descobrimos que o próprio presidente da Alerj estava com a mão na massa. Não podemos ficar parados diante de tal absurdo – disse Winter, que preside o Movimento Humanos Direitos.
 
As denúncias contra Picciani vieram à tona há 20 dias, quando uma equipe do Ministério do Trabalho encontrou na fazenda Agrovas 39 trabalhadores sem alojamentos adequados, com pouca alimentação e vigiados por segurança armada. O maior problema, no entanto, foi a servidão por dívida.

Deputado não foi indiciado pela Polícia Federal

Um aliciador havia montado um armazém no qual vendia produtos a preços abusivos, fadando com que a dívida dos trabalhadores fosse sempre superior ao que tinham para receber. À época, Picciani alegou que não sabia dos maus-tratos e que demitiu os responsáveis pela contratação dos trabalhadores, além de ter pagado R$150 mil em direitos trabalhistas. Ontem, através de sua assessoria de imprensa, disse que não foi indiciado pela Polícia Federal. As explicações não convenceram os integrantes da ONG, entre eles os atores Osmar Prado, Leonardo Vieira, Eliane Giardinni e Beth Mendes.

- A explicação é absurda. E como dizer que você não sabe o que acontece na sua casa - disse Osmar Prado.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos, o deputado Alessandro Molon (PT) disse que a bancada petista solicitou cópia de relatório da diligência feita pelo Ministério do Trabalho e que marcara para agosto, quando os deputados voltarem do recesso, audiência pública para discutir o caso.

O Deputado Alessandro Molon recebe a carta do grupo de artistas.


Foto: Sérgio Borges



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