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Denuncias de violĂȘncias contra camponeses do MST em Pernambuco, nos ultimos seis meses.



15/05/2012

 

A IMPUNIDADE INCENTIVA A VIOLÊNCIA DO LATIFÚNDIO

 

 

Certos de contarem com a omissão do estado e com a conivência dos poderes judiciários e das polícias locais, fazendeiros de Pernambuco intensificam a violência contra trabalhadores rurais Sem Terra em Pernambuco. O MST e organizações de direitos humanos como a Terra de Direitos vem denunciando amplamente a violência no campo no estado: pistoleiros contratados por fazendeiros para atirarem contra trabalhadores rurais Sem Terra; fazendeiros andam armados, ameaçam e espancam agricultores até mesmo em suas próprias casas; a polícia atua como segurança privada de fazendas, intimidando e ameaçando famílias Sem Terra; delegados, juízes e promotores legitimam o uso de violência e de milícias armadas por parte de proprietários de terra; trabalhadores rurais desaparecem e são mortos em emboscadas.

 

 

BREVE RELATO DOS CASOS MAIS RECENTES DE VIOLÊNCIA NO CAMPO EM PERNAMBUCO – OUTUBRO DE 2011 A ABRIL DE 2012

 

 

14 de outubro de 2011 – Joaquim Nabuco, Zona da Mata Sul

 

 

O trabalhador rural Sem Terra José Amaro da Silva, presidente da associação do Assentamento 21 de Novembro, também conhecido com Frescudim, foi sequestrado no dia 14 de outubro de 2011 quando saía do acampamento do MST no Engenho Brasileiro, município de Joaquim Nabuco. José Amaro ficou 20 dias em cativeiro, sofrendo violência física e psicológica.

 

 

19 de fevereiro de 2012 – Acampamento Serro Azul, município de Altinho

 

 

O representante da fazenda Serro Azul, Sr. Luiz Reis, armado e acompanhado de três pistoleiros, agride fisicamente a acampada Josefa Maria de Belquior, apertando seu pescoço na tentativa de sufocá-la. A fazenda Serro Azul foi ocupada pela primeira vez por trabalhadores rurais Sem Terra no dia 17 de abril de 2011. Desde então essas famílias vêm sofrendo ameaças, intimidações e violência física permanente por parte do representante da fazenda, Sr. Luiz Reis, por pistoleiros contratados por ele, pelas polícias dos municípios de Altinho e Agrestina, pelo delegado, pelo promotor e pelo juiz do município de Altinho. O acampamento foi ainda palco de dois episódios de despejo forçado, o primeiro em outubro de 2011 e o ultimo em início de março deste ano, os quais resultaram em graves violações aos direitos humanos.

 

 

22 de março de 2012 – Acampamento Serro Azul, município de Altinho

 

 

O trabalhador rural Sem Terra conhecido como Seu Antônio, acampado no acampamento Serro Azul, município de Altinho, foi abordado pelo representante da fazenda, Sr. Luiz Reis, e outras quatros pessoas, na estrada que liga o povoado de Santo Antônio ao acampamento. Após colocarem uma arma em sua cabeça ele foi barbaramente espancando, com vários chutes no corpo e na cabeça, que resultou em uma costela quebrada.

 

 

 

 

23 de março de 2012 – Acampamento Serro Azul, município de Altinho

 

 

Pistoleiros atiram contra famílias Sem Terra acampadas próximo à fazenda Serro Azul, no município de Altinho, atingindo duas mulheres e um adolescente.

 

 

23 de março de 2012 – município de Jataúba, Agreste de Pernambuco

 

 

O trabalhador Rural Sem Terra Antônio Tiningo executado sumariamente por dois homens encapuzados que dispararam contra o trabalhador Sem Terra quando este dirigia uma moto, saindo do acampamento da Fazenda Açucena, onde vivia, em direção à Fazenda Ramada, ambas em Jataúba, quando foi emboscado. Tiningo era um dos coordenadores do acampamento da fazenda Ramada, ocupada há mais de três anos. No final de 2011, mesmo ocupada, a fazenda foi comprada por um empresário do ramo de confecção e especulação imobiliária, conhecido por Brecha Maia. Logo que comprou a área o fazendeiro, que possui outras fazenda na região, expulsou ilegalmente as famílias, sem nenhuma ordem judicial ou presença policial. As famílias reocuparam a área em fevereiro desse ano, e desde então o proprietário tem ameaçado retirar as famílias à força, ameaçando pessoalmente algumas lideranças da região, inclusive Antonio Tiningo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

04 de abril de 2012 – município de Gameleira, Zona da Mata Sul de Pernambuco

 

 

O trabalhador rural Sem Terra Pedro Bruno, assentado no Assentamento Dona (Margarida Alves), foi assassinado próximo ao engenho Pereira Grande. O engenho havia sido reocupado por famílias Sem Terra na madrugada do dia 01 de abril de 2012. O engenho Pereira grande pertence à Usina Estreliana, e é uma das áreas mais emblemáticas de conflitos de terra no estado de Pernambuco.  A área foi declarada de interesse social para fins de reforma agrária em novembro de 2003, mas depois de uma série de recursos impetrados, a Usina consegue barrar o processo de desapropriação quando a Ministra Ellen Gracie, então Presidente do Supremo Tribunal Federal, que havia dado imissão de posse da área ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) uma semana antes, revê sua decisão e determina que a imissão de posse e o seguimento da ação de desapropriação só poderão se dar após o julgamento final do processo. O caso está, desde então, pendente na justiça.

 

No último dia 08 de março, cerca de 200 mulheres do MST realizaram um ato na engenho Pereira Grande, exigindo a desapropriação da área e condenando as consequências econômicas e sociais do monocultivo de cana na região. Na ocasião elas foram cercadas por pistoleiros do engenho que disparara vários tiros contra as camponesas.

 

 

 

 

 

 

 

 

AMEAÇAS DE MORTE:

 

Acampamentos Jabuticaba e Consulta – Município de São Joaquim do Monte: acampados e lideranças do MST sistematicamente ameaçados por pistoleiros, em especial o acampamento e liderança do MST na região, Manoel João.

 

Engenhos Barra do Caraçuípe (município de Água Preta), Amoroso (município de Xexéu) e Sítio do Meio (município de Gameleira) – Zona da Mata Sul:lideranças e dirigentes do MST sistematicamente perseguidos e ameaçados de morte por pistoleiros.

 

Acampamento Serro Azul – Município de Altinho:acampados/as perseguidos e ameaçados pelo representante da fazenda, Sr. Luis Reis, por pistoleiros contratados por ele, e por policias dos municípios de Altinho e Agrestina. Em especial o trabalhador rural Sem Terra conhecido por Zé do Cal, que cedeu parte do seu lote no assentamento Frei Damião, próximo à fazenda Serro Azul, para as famílias acamparem após o despejo.



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