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DIVA PAES

Por Christina Fuscaldo
Foto Murillo Meirelles

Parte da entrevista da revista ROLLING STONE
n.9 -  junho 2007

Ela é apontada como a musa do cinema brasileiro, além de segurar a audiência da TV como a Solineuza, do humorístico A Diarista. Com 26 filmes na bagagem, a ocupadíssima DIRA PAES ainda organiza um Festival de Cinema em Belém e faz parte da ONG Movimento Humanos Direitos. Entre sua luta pelo fim do trabalho escravo e da prostituição infantil no Brasil e os personagens controversos que interpreta em tela grande, essa paraense se envaidece: “Acho que tenho uma sensualidade natural das morenas brasileiras, não vou mentir. Tenho um estereótipo que me ronda.”
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Às 21h30, quando estávamos para encerrar a jornada, pergunto que papo era aquele de reunião. “Faço parte de uma ONG chamada Movimento Humanos Direitos (MHuD). A eleição é agora, mas estou tranqüila porque é chapa única: vou ser a ‘presidenta’ e [a atriz] Camila Pitanga a vice. A gente fundou essa ONG há uns quatro ou cinco anos. É um grupo formado por atores e intelectuais, professores, cartunistas e jornalistas que combate causas sociais como o  trabalho escravo no Brasil,principalmente no Pará, os crimes ambientais, a prostituição de crianças e adolecentes... A gente leva a discussão, visita, vai aos julgamentos. É uma injeção de realidade que todo mundo deveria experimentar. Você percebe que a vida é muito mais profunda e é uma maneira de sairmos um pouco desse universo de fantasia [o dos atores] e viver também a vida real. Isso me faz um bem”, conta ela, atendendo, em seguida, a um telefonema de Camila Pitanga, que cobra a presença da parceira na votação que está para começar.
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Ali a gente se despede e cada uma toma seu rumo. Já não chove mais e a energética Dira, mesmo febril e atrasada uma hora e meia, se dirige à reunião onde será eleita a ‘presidenta’ da ONG Movimento Humanos Direitos. Aqui, ela ganhou o título de diva do cinema brasileiro: Diva Paes.

"Você sente que ela tem corpo, cheiro e é a cara do povo brasileiro. É uma mulher bonita, uma morena que sofre e que ama"
Cláudio Assis, cineastra

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