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Prêmio João Canuto 2015 - CCBB



14/12/2015

 MHuD: Entrega do Prêmio João Canuto 2015

 

14/12/2015 17:11:23 

 

 

          Abrindo a noite, fala de Camila Pitanga, Diretora Geral:     

"O encontro de hoje marca o fim do calendário do MHuD no ano de 2015.

Um ano que veio marcado pela posse de uma das composições mais conservadoras da história do Congresso Nacional.

Um ano em que a maioria da população e alguns de seus representantes entenderam ser melhor para o país reduzir a idade dos infratores e serem punidos com leis equiparadas a dos adultos.

Um ano em que os fins justificaram os mais imorais e ilegais meios e agentes.

Um ano em que vimos o mundo virar ou tentar virar as costas para os migrantes de zonas de guerra.

Um ano em que Mariana foi jogada na lama. Uma tragédia planetária.

Um ano que o vimos o Brasil não parar diante do assassinato torpe de cinco jovens negros.

Um ano que traz uma ameaça de retrocesso em nossas conquistas legislativas contra o trabalho escravo.

E olhando assim, de modo frio, parece um ano que nos apequenou.

Mas não.

2015 também é o em que comemoramos 60 anos do dia em que a Rosa Não Se Levantou. Rosa Parks, em um gesto iluminado, agigantou a força dos irmãos de direitos. Negros ou não. Aqueles que viam a injustiça. Com um único gesto, essa brava mulher negra mudou uma história.

No Brasil, vimos este ano mulheres como Rosa, que trouxeram luz a temas delicados como assédio, quando brigaram pelo direito legítimo e intocável de decidir sobre as regras de seu corpo. Mulheres que se mobilizaram inclusive contra o presidente da Câmara Eduardo Cunha e contra todos os retrocessos que aquela casa tenta nos impor.
Em 2015 os jovens de São Paulo ocuparam escolas dando uma aula de cidadania.

2015 foi ainda o ano em que o MHuD escolheu as figuras de Antônio Canuto, Dalila Figueiredo, Dinael Cardoso, Flávio Canto, Mãe Beata, Márcia Albernaz Miranda, Serviço Pastoral dos Migrantes e Val Schneider para representar os ideais pelos quais lutamos. Seus feitos, espalhados por todos os cantos do Brasil, nos trazem luz nesta noite de festa.
Luz esta que precisamos recolocar sobre quem defende a bandeira dos direitos humanos como uma bandeira de todos, apartidária, neutra, feita por todos e para todos.

Como nos disse Mandela, em seu discurso de posse à presidência da África do Sul em 1994, "Nascemos para manifestar a glória do Universo que está dentro de nós. Não está apenas em um de nós: está em todos nós. E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo. E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, libera os outros".

Esse é o papel do MHuD, esse foi o papel desempenhado tão brilhantemente pelos premiados de hoje. É esse o meu compromisso com com vocês: continuar tentando não ofuscar a nossa  própria luz para que todos juntos consigamos brilhar fortes, corajosos e conscientes de que há esperança!"

 

 

PREMIÁDOS 2015

ANTONIO CANUTO  

    

"Filha da paixão pelos pobres da terra, filha do Reino dos Céus".  Assim se expressou Antônio Canuto, um dos homenageados desta noite, por ocasião do jubileu dos 35 anos da Comissão Pastoral da Terra, da qual ele mesmo foi um dos fundadores. A CPT foi fundada em 1975, como resposta à grave situação dos trabalhadores rurais, posseiros e peões, sobretudo na Amazônia.

Teve importante papel na defesa das pessoas contra a crueldade de um sistema de governo que faz o jogo dos interesses capitalistas nacionais e transnacionais. Canuto, atual secretário da Coordenação Nacional da CPT, trabalhou com o bispo de São Felix do Araguaia, Dom Pedro Casaldáliga, entre 1971 e 1997.

A região tinha uma estrutura muito precária em diversas áreas, o que levou o religioso a procurar a ajuda de colegas missionários para trabalharem nos povoados da região, lidando com escolarização e atendimento à saúde. Antônio Canuto nasceu em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Formou-se em Filosofia e Teologia, no Studium Theologicum Claretianum, de Curitiba. Em 1966 e 67 foi diretor do Seminário Menor dos Padres Claretianos, em Rio Claro, São Paulo, e em 1968 assumiu a direção dos seminaristas de filosofia, em Rio Claro e Campinas. Em 1972 foi para Santa Terezinha, no Mato Grosso, para substituir o padre Francisco Jentel, missionário francês, preso pela Ditadura Militar e expulso do país.

Canuto manteve a luta de seu antecessor na defesa dos posseiros expulsos pelas grandes fazendas agropecuárias que se instalavam na região com os incentivos fiscais da Sudam. Desde 1997, Canuto está em Goiânia, na Secretaria Nacional da CPT. De 1999 a 2003 fez parte da Coordenação Nacional e hoje ocupa o cargo de secretário da coordenação executiva nacional. Este ano, em Porto Velho, no encerramento do IV Congresso da Comissão Pastoral da Terra, foi divulgada a Carta: "Faz escuro, mas cantamos".

Nela, a CPT assume como perspectiva de ação: "Uma reforma agrária que reconheça os territórios dos povos indígenas e das comunidades tradicionais e uma justa repartição da terra concentrada". A Carta termina citando palavras de Jesus, do Evangelho de Lucas: “Eu vim trazer fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse em chamas!”.

 

 DALILA FIGUEIREDO

   

A assistente social e ativista Dalila Eugênia Maranhão Figueiredo carrega no meio do nome a sua origem, e, no coração, o desejo de trazer de volta à origem quem se perdeu do seu destino. O desejo começou a ser sonhado na realidade dentro do Aeroporto Internacional de Guarulhos quando a Infraero e a Polícia Federal requisitaram-na, em 1998, para ajudar pessoas que tinham retornado da Europa sem dinheiro e precisavam prosseguir a viagem de regresso a seus estados de origem. Era o primeiro enfrentamento de uma das mais cruéis vilezas e violações dos direitos humanos no Brasil e no mundo, o tráfico humano.

Começava a se formar para Dalila uma metodologia de atendimento a crianças e adolescentes vítimas do tráfico para fins de exploração sexual. Dalila viajou a 11 estados com representantes de outras ONGs do setor. Ela lutou para dar visibilidade às vitimas cuja existência e sofrimento eram obscurecidos por falhas na conceituação dos crimes perpetrados contra elas. Achavam-se essas pessoas em abrigos de acolhimento, invisíveis e esquecidas. Mulheres e transgêneros chegavam ao aeroporto deportadas, com queixas de terem sido espancadas por agentes. Dalila estende a mão construindo uma relação de confiança e compromisso de acolher sem revelar o nome, dando espaço até para que esta pessoa fique calada e seja amparada mesmo assim.

A ativista palmilhou o caminho e conheceu os motivos que levaram os indivíduos trans a fugirem de seus municípios, sem rumo, enxotados pela discriminação. E como foram contactadas, enredadas e aliciadas pelas organizações criminosas. Com profundo zelo pela autonomia da pessoa e inconfundível respeito aos direitos da vítima de tráfico de seres humanos, Dalila resgata a cidadania sem ser insolente e invasiva, garantindo o espaço da denúncia para a criminalização das quadrilhas e para a diminuição do dano ao indivíduo e à sociedade. É preciso compreender bem esse tema complexo que é o tráfico de pessoas para que aja interlocução das instituições envolvidas com a luta. E este também é o papel de Dalila Figueiredo e da Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude, a ASBRAD.

 

DINAEL CARDOSO DOS ANJOS

      

O Movimento Humanos Direitos lamentavelmente reconhece que concedeu o Prêmio João Canuto 2015 a Dinael Cardoso dos Anjos. Em função de informações graves a respeito de seu comportamento com comunidades locais, o MHuD retira seu nome da lista dos premiados. 

 

 FLÁVIO CANTO

    

"Este que esta na minha frente não é meu adversário. Não é contra ele que eu luto. Eu luto é contra as estatísticas que dizem que o meu futuro já está definido. É contra essa idéia que eu reajo. Por quê? Porque essa faixa em minha cintura diz justamente o contrário. Ela diz que eu posso, sim, vencer qualquer dificuldade. A verdadeira luta, meu amigo, não é dentro do tatame. É fora dele".

É isto o que ensina o judoca Flávio Canto a meninas e meninos que se matriculam no Instituto Reação, uma ONG que funciona na Rocinha, na Cidade de Deus, em Tubiacanga, na Pequena Cruzada e em Deodoro. A proposta é utilizar o esporte como instrumento educacional e de transformação social, formando faixas pretas dentro e fora do tatame. Asmático, Flávio chegou tarde no esporte, mas ascendeu rápido e conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas. Quando subiu ao pódio mais cobiçado por um atleta ele não estava sozinho. Já levava pelas mãos as crianças da Rocinha que tinham aulas com ele desde 2000.

Levantava a bandeira do Brasil também com muitas crianças já beneficiadas pela ONG que ele fundou em 2003. Nos anos seguintes, Flávio conseguiu maior notoriedade e foi considerado um dos melhores e mais respeitados atletas brasileiros, sendo eleito pelo Comitê Olímpico Brasileiro o melhor atleta de judô em 2004 e 2006. Uma das suas alunas, moradora da Cidade de Deus, Rafaela Silva, tornou-se a primeira brasileira campeã mundial de judô, em 2013.

O programa Reação Educação, lançado por Flávio Canto, constrói projetos pedagógicos divididos em quatro áreas de atuação: Vida Cidadã, Meio Ambiente, Arte e Cultura, e Corpo e Movimento. As atividades utilizam práticas inovadoras, que buscam desenvolver em crianças e jovens um olhar crítico, uma postura ativa e a noção de que todos são atores importantes para uma transformação social efetiva.

 

MÃE BEATA

Em março de 2015, o Canal Brasil, pôs no ar a entrevista que o ator Lázaro Ramos fez com Mãe Beata. O vídeo começa com Mãe Beata definindo a religião de sua vida, nestes termos: "O Candomblé é meu empoderamento, é a minha posse, é a minha vida. É a fonte que eu bebo a minha água em qualquer momento. É a luz dos meus olhos, é o som que eu ouço, é o canto dos pássaros, é o lamento das nossas crianças, do morro, da periferia, dos homossexuais.

É minha estrada, a encruzilhada em que eu nasci. É o rio do Recôncavo, Cachoeira do Paraguaçú, a fome que eu passei em criança, a boneca que eu não tive direito de ter". Beatriz Moreira Costa, mais conhecida como Mãe Beata de Iemanjá, nasceu em 20 de janeiro de 1931, e aprendeu a ler com papel catado no lixo, porque o pai achava que, se fosse à escola, iria escrever bilhete para homem. Na década de 1950, Mãe Beata mudou-se para Salvador, ficando aos cuidados da tia Felicíssima. Mãe Olga do Alaketu foi quem a iniciou para Iemanjá, no terreiro Ilê Maroiá Lájié. Mulher de vanguarda, Mãe Beata fez cursos de teatro amador e integrou grupos folclóricos. Em 1969, separou-se do marido e migrou para o Rio de Janeiro em busca de melhores condições de vida para os quatro filhos. Trabalhou como empregada doméstica, costureira, manicure, cabeleireira, pintora e artesã. No Terreiro Ilê Omi Ojú Arô (Casa das Águas dos Olhos de Oxóssi), localizado em Miguel Couto, na Baixada Fluminense, Mãe Beata participou intensamente de movimentos pela valorização da religiosidade afro-brasileira, da luta pela cidadania do povo negro e pelos direitos das mulheres negras.

Como escritora retratou a tradição das Comunidades de Terreiro nas obras "Caroço de Dendê", "Sabedoria dos Terreiros", "Tradição e Religiosidade", "O livro da Saúde das Mulheres Negras" e "As histórias que minha avó contava". Mãe Beata de Iemanjá recebeu o diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz de 2007, do Senado Federal, em sessão solene do Congresso Nacional.

Essa sacerdotisa, reconhecida pela liderança e capacidade de articulação é, atualmente, presidente de honra do grupo de mulheres negras Criola, criado para o enfrentamento do racismo, do sexismo, de todas as formas de intolerância, e atuando no controle social de políticas públicas.

Mãe Beata não pôde comparecer.

MÁRCIA ALBERNAZ DE MIRANDA

    

Aqui no âmbito do Prêmio João Canuto, tivemos, temos, e, oxalá, teremos nos próximos anos, pessoas e entidades indispensáveis à preservação dos direitos humanos e da dignidade dos brasileiros. Um dos exemplos proeminentes desses altos valores é a auditora do Ministério do Trabalho no Rio,Márcia Albernaz de Miranda. Ela desempenhou papel de destaque no Grupo Especial de Fiscalização Móvel, ligado à Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

O grupo completa 20 anos de atuação e é formado por auditores fiscais do trabalho – que coordenam as operações de campo – policiais federais e procuradores do Ministério Público do Trabalho. Em maio de 2012, Márcia estava com o grupo no Pará, para libertar trabalhadores esquecidos no meio da Floresta Amazônica. É emocionante ver as imagens de Márcia em preleção aos agricultores humildes e explorados numa fazenda em Pacajá, dando a eles informações sobre seus direitos. "O que a gente quer é o justo, é tentar fazer com que vocês recebam os direitos trabalhistas de vocês.

Vamos postular isso frente ao proprietário aqui do local, frente ao empregador..." Quarenta e oito pessoas viviam em acampamentos - abrigos cobertos por lonas e palha de coqueiro, com chão de terra batida. Todos se serviam de água suja para beber e alimentos como farinha, arroz e carne de sol guardada em galões. Recebiam o pagamento no mesmo armazém onde pegavam a comida e materiais de trabalho, o que revelava indícios de servidão por dívida, pois os gastos eram incluídos, coercitivamente, na prestação de contas, mais um fator da prática análoga ao trabalho escravo. Márcia ouviu relatos de ameaças de morte e de execuções daqueles que se opunham aos interesses econômicos dos donos e capatazes da fazenda.

Este empenho de tudo enfrentar para libertar seres humanos, também caracterizou a ação de Márcia Albernaz, na fazenda do Coronel Gil Alencar, em Santa Inês, no Maranhão, em setembro de 2012. Foi movida uma ação civil pública postulando danos morais coletivos diante da dimensão do caso, da gravidade das irregularidades e da natureza das violações. Ela está aqui hoje sendo premiada, também, pela firmeza com que conduziu a libertação de chineses em várias pastelarias do estado do Rio, em 2014 e 2015.

 

PASTORAL DE MIGRANTES

      
Padre Valdirano, Padre Mario e José Saraiva.

A invisibilidade, o isolamento e a falta de rumo atingem com profundidade os migrantes porque, além de tudo, eles estão longe de sua terra. Eles chegam vazios em busca de esperança por caminhos tortuosos e, não raro, já vêm carregando na alma um passado de luta frustrante. No deserto de oportunidades e atenção, alguns encontram solidariedade no Serviço Pastoral de Migrantes. Essa Pastoral Social da CNBB teve por inspiração inicial a Campanha da Fraternidade de 1980, que dirigia a pergunta hospitaleira: “Para onde vais?”. O objetivo central é articular e organizar os migrantes e imigrantes em geral, em âmbito local e nacional. Esse trabalho missionário visa a organização e promoção dos grupos que vivem o drama da migração forçada e todas as suas conseqüências.

E estende a ajuda aos filhos dos migrantes e mulheres que não migraram, mas que igualmente são vítimas da migração. O Serviço Pastoral dos Migrantes faz a acolhida, entra nas causas da migração forçada, compartilha a luta pela terra, debate a política agrícola, e apoia projetos autosustentáveis. Participa de outras frentes do ativismo cidadão, como a luta contra as situações indignas de trabalho e moradia; a luta contra o aliciamento de trabalhadores, o tráfico de pessoas e o trabalho escravo. E amplia a atuação no incentivo à cultura popular e à religiosidade, sempre numa perspectiva ecumênica e intercultural. Também na formação de grupos de geração de renda, de construção de cisternas, de agricultura familiar e de alfabetização.

Todo esse atendimento contribui então para iluminar aqueles rostos antes perplexos, para dar a visão de um horizonte para aqueles olhares perdidos e para integrá-los, e convidá-los ao pertencimento, numa realidade que os fazia sentir forasteiros. Em todo o território nacional, essa missão é operada por bispos, padres, leigos e pelos seguidores da Congregação dos Missionários de São Carlos, os scalabrinianos, que adotaram como lema a palavra do Cristo, conforme está expressa no Evangelho de Mateus: "Eu era estrangeiro e me acolhestes".

 

 WAL SCHNEIDER

    

José Valdemir da Silva Gomes...hoje Wal Schneider, sonhava em ser artista quando saiu de Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará, aos 18 anos, e pegou carona num caminhão que ia para o Rio. Até então, só conhecia a arte do Circo. Quando as lonas chegavam a Tabuleiro do Norte, o menino corria para assistir a montagem. Sem condições financeiras para comprar os ingressos, ele assistia ao espetáculo vendendo Maçãs do Amor para a platéia.

Mas o sonho de Wal não era só o de ser artista e de chegar a um grande centro urbano. Ele pretendia despertar esse mesmo sonho em outras pessoas que, como ele, não tinham acesso ao Teatro e à formação do ator. No Rio, para pagar um curso de teatro, lavou pratos, foi balconista em padarias e fez faxinas. Começou a dar aulas de interpretação em favelas. Em 2007, alugou um espaço em Olaria e criou o Centro Cultural Atriz Chica Xavier onde, além de um palco para a prática do teatro, construiu uma biblioteca com 2 mil livros.

Em oito anos, o projeto “No Palco da Vida” já mudou a vida de 1.600 pessoas, a maioria moradores das favelas do Complexo do Alemão. A outra parte do sonho, a de ser famoso como ator, desabrochou quase ao mesmo tempo. Wal Schneider apareceu na novela "Vidas opostas", da TV Record. A ânsia de botar pra fora toda energia que, desde criança, ele intuia chamar-se arte levou Wal até os testes do Projac. Logo participava das novelas globais que ele assistia pelas frestas das janelas de quem tinha televisão, na vizinhança de sua "mainha", lá em Tabuleiro de Norte.

A consagração de Wal chegou pelo seu papel social. A experiência do Centro Cultural Chica Xavier, deu a ele, por votação popular online, o Prêmio Extraordinário, do Jornal Extra, na categoria Superação.

Wal Schneider, o José Valdemir da Silva Gomes, que sonhava em ser artista, tinha se tornado definitivamente um exemplo e uma referência, pelo que é e pelo que faz.

 

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DE RODRIGO MARANHÃO E ZÉ RENATO

     

 

 

          

  

LANÇAMENTO DO LIVRO: 

 

  

                  

 

 

LANÇAMENTO DO RELATÓRIO:               Rede Social de Justiça e Direitos Humanos no Brasil 2015

 

             

A publicação da Rede Social, “Direitos Humanos no Brasil 2015”, tem como objetivo relatar e analisar a situação dos direitos humanos no país. O livro, que está na 16ª edição, é anualmente escrito a várias mãos, com textos de autores que atuam em movimentos e organizações sociais em busca de um mundo com justiça e equidade nas diferentes áreas abordadas, o que nos fornece um amplo panorama da atual conjuntura no Brasil.

O relatório Direitos Humanos no Brasil mostra que a crise econômica e as políticas antissociais agravaram as violações aos direitos humanos em 2015. Apresenta dados de como os cortes orçamentários e as privatizações causam danos à população que depende dos serviços públicos em áreas como saúde, educação e moradia.

O livro relata em especial a violação aos direitos dos jovens, mulheres e imigrantes. Ao mesmo tempo, verifica-se que o avanço do agronegócio no meio rural gera aumento da violência contra povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, posseiros, brejeiros e pequenos agricultores. Os autores e autoras desta 16ª edição apontam caminhos para transformar desafios em avanços através da formação e participação social.

A versão online do livro “Direitos Humanos nos Brasil 2015” está disponível no link:

http://www.social.org.br/index.php/relatorios/relatorios-portugues/189-relatorio-direitos-humanos-no-brasil-2015.html

 

MAIS FOTOS:

         

          

   

        

                

        

   

         

          

     


FOTOS: Salete Hallack

 

O Prêmio João Canuto só é possível ser realizado através da ajuda de vários parceiros e nesse momento queremos agradecê-los:

1)   Primeiramente o Centro Cultural banco do Brasil em nome de Dannon Lacerda, Rosana Passos e equipe de técnicos.

2)   Ao João Roberto Ripper, pelas imagens maravilhosas que nos ofereceu....

3)   À Luciana Nabuco, pelo suporte de divulgação todos os anos.

4)   À Claudia Fleury, pelo designer do convite e certificados

5)   À Márcia Martins, do Ateliê das Delícias, Fase, SindiPetro Rio e xxxxxxx pelo nosso coquetel

6)   À Sônia e Antônio Campos, que através da Zahil nos ofereceram o vinho e o espumante pra tornar nosso coquetel mais animado

7)   À Roberta Sá que gentilmente se ofereceu pra estar conosco hoje mas infelizmente teve um problema sério e não pôde mas nos enviou essas pérolas,           Zé Renato e Rodrigo Maranhão!

 

Outorgados pelo MHuD, nos últimos 11 anos:          TODAS AS PREMIAÇÕES  

 

                                                           Quem foi João Canuto      

 


Após várias ameaças de morte, o dirigente sindical, João Canuto, foi assassinado com 18 tiros, no dia 18 de dezembro de 1985. Ele era perseguido principalmente por sua luta pela reforma agrária. O crime foi planejado por um grupo de fazendeiros do sul do Pará, entre eles Adilson Carvalho Laranjeira, fazendeiro e prefeito de Rio Maria na ocasião do assassinato, e Vantuir Gonçalves de Paula. O inquérito foi concluído oito anos após a ocorrência do crime. A denúncia foi feita pelo Ministério Público apenas em 1996. Um ano depois, sob ameaça da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) de condenar o governo brasileiro pela demora na apuração dos fatos, o andamento do processo foi agilizado. Em 1999, o Brasil foi condenado pela Comissão Interamericana devido à lentidão na apuração do caso. Sob pressão de organizações de direitos humanos, em 2001, os dois acusados foram pronunciados como mandantes do assassinato.

Vale ressaltar, entretanto, que a perseguição e violência contra os trabalhadores rurais continuam na região. Cinco anos após a morte de Canuto três de seus filhos, Orlando, José e Paulo, foram seqüestrados e dois deles foram assassinados. Orlando sobreviveu, mas ficou gravemente ferido. Expedito Ribeiro, sucessor de Canuto na presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, foi assassinado em 2 de fevereiro de 1991. Um mês depois, Carlos Cabral, sucessor de Ribeiro e genro de Canuto, foi ferido num atentado a bala.

 


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