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BR - Lançamento do Relatório da OIT: Trabalho forçado gera 150 bilhões de dólares de lucro anualmente



22/05/2014

 

Representando o MHuD, Ricardo Rezende (também do GPTEC), Van Furlanetti e Salete Hallack,  nos dias 20 e 21 de Maio, estiveram em Brasília para o lançamento do Relatório da OIT, Organização Internacional do Trabalho:

LUCROS E POBREZA: A ECONOMIA DO TRABALHO FORÇADO  

 

Trabalho forçado gera 150 bilhões de dólares de lucro anualmente

 

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GENEBRA (Notícias da OIT) – O trabalho forçado na economia privada gera lucros anuais ilegais de 150 bilhões de dólares, aproximadamente mais de três vezes a cifra estimada anteriormente, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

 
O relatório da OIT, “Profits and Poverty: The Economics of Forced Labour” (Lucros e Pobreza: Aspectos Econômicos do Trabalho Forçado), assinala que dois terços do total estimado de 150 bilhões de dólares, ou seja, 99 bilhões, originam-se da exploração sexual comercial, enquanto 51 bilhões são resultantes da exploração com fins econômicos, que abarcam o trabalho doméstico, a agricultura e outras atividades econômicas.
 
“Este novo relatório leva nosso conhecimento sobre tráfico de pessoas, trabalho forçado e escravidão moderna a um nível superior”, declarou o Diretor Geral da OIT, Guy Ryder. “O trabalho forçado é nocivo para as empresas e para o desenvolvimento, mas sobretudo para suas vítimas. Este relatório imprime um novo caráter de urgência aos nossos esforços para erradicar o quanto antes esta prática altamente rentável, mas fundamentalmente nefasta”.
 
As novas cifras se baseiam nos dados da OIT publicados em 2012, que estimavam o número de pessoas vítimas do trabalho forçado, de tráfico e da escravidão moderna em 21 milhões.
 
É importante destacar que as novas estimativas indicam que mais da metade das vítimas de trabalho forçado são mulheres e meninas, principalmente na exploração sexual comercial e trabalho doméstico, enquanto os homens e meninos são, sobretudo, vítimas de exploração econômica, na agricultura e mineração.
 
A distribuição dos lucros gerados pela exploração forçada com fins econômicos é a seguinte:

 

  • 34 bilhões de dólares na construção civil, indústria, mineração e serviços.
  • 9 bilhões de dólares na agricultura, incluindo silvicultura e pesca.
  • 8 bilhões de dólares economizados em residências privadas que ou não pagam ou pagam menos que o devido aos trabalhadores domésticos submetidos ao trabalho forçado.

 
O relatório identifica as crises de renda e a pobreza como os principais fatores econômicos que levam os indivíduos ao trabalho forçado. Outros fatores de risco e de vulnerabilidade compreendem a falta de educação formal, o analfabetismo, o gênero e as migrações.
 
“Ao tempo que se registram progressos na redução do trabalho forçado imposto pelo Estado, devemos dirigir agora nossa atenção sobre os fatores socioeconômicos que deixam as pessoas vulneráveis ao trabalho forçado no setor privado”, ressaltou Beate Andrees, Diretora do Programa Especial de Ação para Combater o Trabalho Forçado da OIT.
 
Andrees instou a adotar uma série de medidas dirigidas a redução da vulnerabilidade ao trabalho forçado, que incluem:

 

  • Reforçar os pisos de proteção social a fim de evitar que os lares pobres contraiam empréstimos abusivos no caso de uma perda imprevista de renda;
  • Investir na educação e na formação profissional para incrementar as oportunidades de emprego dos trabalhadores vulneráveis;
  • Promover um enfoque da migração baseado nos direitos a fim de prevenir o trabalho clandestino e os abusos contra os trabalhadores migrantes;
  • Apoiar a organização dos trabalhadores, inclusive nos setores e indústrias vulneráveis ao trabalho forçado.

 
“Se queremos produzir uma mudança significativa nas vidas dos 21 milhões de homens, mulheres e crianças vítimas do trabalho forçado, devemos adotar medidas concretas e imediatas”, declarou o Diretor Geral da OIT. “Isto significa colaborar com os governos para reforçar a legislação, as políticas e sua aplicação; com os empregadores para fortalecer a ação necessária contra o trabalho forçado, inclusive em suas cadeias produtivas; e com os sindicatos para que representem e capacitem as pessoas em situação de risco”.

 


  
Saiba quais são as ONGs que lutam contra o trabalho escravo 

 

PROGRAMAÇÃO

20 de maio de 2014
15h30-18h30: Sessão de Abertura, com convidados; Lançamento do Relatório sobre as Estimativas Econômicas Globais do Trabalho Forçado e do projeto Consolidando e Disseminando Esforços para o Combate ao Trabalho Forçado no Brasil e no Peru;
18h30-20h: Coletiva de Imprensa, seguida por coquetel.

21 de maio de 2014
9h00-10h30: Intercâmbio de boas práticas da América Latina e tendências globais;
10h30-11h00: Intervalo para café;
11h00-12h30: Experiências no enfrentamento ao trabalho forçado no setor empresarial e em cadeias produtivas.

SERVIÇO
O quê: Trabalho Forçado: Estimativas Econômicas Globais e um Novo Projeto para o Brasil;
Quando: Dias 20 e 21 de maio de 2014;
Local: Auditório Ministro Mozart Victor Russomano, do TST;
Endereço: Setor de Administração Federal Sul, Quadra 8, Lote 1 –Brasília (DF).

 

RESUMO:

De acordo com dados divulgados pela OIT:

- Mais da metade das vítimas de trabalho forçado são mulheres e meninas, principalmente na exploração sexual comercial e trabalho doméstico;
- Homens e meninos são, sobretudo, vítimas de exploração econômica, na agricultura e mineração;
- 34 bilhões de dólares em lucros ficam com a construção civil, indústria, mineração e serviços;
- 9 bilhões de dólares ficam com a agricultura, incluindo silvicultura e pesca;
- 8 bilhões de dólares são economizados em residências privadas que ou não pagam ou pagam menos que o devido aos trabalhadores domésticos submetidos ao trabalho forçado.

Lucro anual do trabalho forçado por região

Ásia-Pacífico: US$  51,8 bilhões de dólares
Economias Desenvolvidas e União Europeia: US$  46,9 bilhões
Europa Central, Sudeste Europeu e Comunidade dos Estados Independentes: US$ 18 bilhões
África US$ 13,1 bilhões
América Latina e Caribe: US$ 12 bilhões
Oriente Médio: US$  8,5 bilhões
Mundo: US$ 150,2 bilhões

Lucro anual por vítima de trabalho forçado por região

Economias Desenvolvidas e União Europeia: US$ 34,8 mil
Oriente Médio: US$ 15 mil
Europa Central, Sudeste Europeu e Comunidade dos Estados Independentes: US$ 12,9 mil
América Latina e Caribe: US$ 7,5 mil
Ásia-Pacífico:  US$ 5 mil
África US$ 3,9 mil

Crises de renda e pobreza estão entre os principais fatores que levam ao trabalho forçado. Falta de educação formal, analfabetismo, gênero e migrações são listados como fatores de risco e de vulnerabilidade. Entre as medidas voltadas a combatê-los, o relatório aponta:

 

- Reforçar os pisos de proteção social a fim de evitar que os lares pobres contraiam empréstimos abusivos no caso de uma perda imprevista de renda;
- Investir na educação e na formação profissional para incrementar as oportunidades de emprego dos trabalhadores vulneráveis;
- Promover um enfoque da migração baseado nos direitos a fim de prevenir o trabalho clandestino e os abusos contra os trabalhadores migrantes;
- Apoiar a organização dos trabalhadores, inclusive nos setores e indústrias vulneráveis ao trabalho forçado.

 

Fotos do Evento:

 

Mesa, da esquerda para a direita:

Oswaldo José Barbosa Silva - Subprocurador Geral da Repúblrca do MPF

Liliana Ayalde - Embaixadora dos EUA no Brasil

Ideli Salvatti - Ministra de Dir. Humanos e Pres. da Comissão Nac. pela Erradicação do Trab. Escravo (CONATRAE)

Antonio José de Barros Levenhagen - Ministro Presidente fo TST

Laís Abramo - Direrora do Estritório da OIT

Luis Antônio Camargo de Melo - Procurador Geral do Trabalho do MPT

Paulo Sérgio de Almeida - Secretário de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trab. e Emprego

 

      

   

    

Mesa:

Bladimir Chicaiza - OIT Equador

Jorge Larrea - Assessor do Gabinete do Ministério do Trab. e Promoção de Emprego - Governo do Peru

Andrea Araújo - Oficial do Programa de Combate ao Trabalho Forçado da OIT/Brasil

  

  

   

Mesa:

Caio Magri - Dir. Executivo do Instituto Ethos e Presidente do InPACTO

Luiz Macado - Coordenador do Programa de Combate do Trabalho Forçado da OIT/Brasil - Moderador

Felix Balaniuc - Diretor-Executivo do Instituto Algodão Social

   

   

  

   

  FOTOS: Salete Hallack

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