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PRÊMIO JOÃO CANUTO 2011 - filme



10/11/2011

Lançamento dos Livros:

 

Ricardo Rezende apresenta as colaboradoras dos livros.

 

 

  Apresentação do filme em apoio a Dona Joelma, de Rondon do Pará.                                         

    

 

Contemplados pelo Prêmio João Canuto 2011:

 

Aline Sasahara

Formada pela Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo, a obra dessa jovem cineasta documentarista apresenta uma notável preocupação com a realidade de nosso país, exibindo problemas sociais que a maioria das pessoas ignora e que precisam ser conhecidas.

Diretora e produtora, além de “Raiz Forte” e "Sebastião Salgado, Cidadão do Mundo”, nos brindou com o documentário “Salve, Santo Antonio”, expondo o drama das famílias afetadas por explosão de fábrica de fogos clandestina em Santo Antônio de Jesus, no Estado da Bahia. É um trabalho particularmente grato a nós, do MHuD, que tivemos participação ativa na defesa dos interesses dessas famílias.

Esse documentário foi um dos fatores que levou o governo brasileiro a reconhecer sua culpa e decidisse negociar amigavelmente com o Movimento 11 de Dezembro, formado pelos familiares dos moradores atingidos pela tragédia.

Aline tem toda uma trajetória ligada aos direitos humanos, em suas várias facetas, como seu trabalho com o Movimento dos Sem Terra, e ainda fará muito em prol de nosso desenvolvimento social.

“OS AMORES NA MENTE, AS FLORES NO CHÃO, A CERTEZA NA FRENTE, A HISTÓRIA NA MÃO!”

Dira Paes entrega o Prêmio para Aline Sasahara.

  

                                      Parte da fala de Aline:   

       

Associação Mineira do Ministério Público (AMMP-MG), representada pelo Dr. Rômulo de Carvalho Ferraz

É a entidade de classe dos Promotores e Procuradores de Justiça do Estado de Minas Gerais. Criada em 1º de agosto de 1953, quase completando 60 anos de existência, essa associação modelar se destacou pelas iniciativas no sentido de oferecer assistência e serviços aos seus associados e estímulo à vida associativa mediante intercâmbio com associações congêneres, tendo se tornado uma referência para essas e outras entidades de classe.


Pela difusão de seus ideais, pelo modo firme e elevado com que tem defendido a autonomia, prerrogativas e interesses de seus associados, mas também por ter se colocado sempre na trincheira dos interesses e aspirações maiores da cidadania, o culto maior do direito, é também merecedora da nossa homenagem.

“HÁ SOLDADOS ARMADOS, AMADOS OU NÃO, QUASE TODOS PERDIDOS DE ARMAS NA MÃO, NOS QUARTÉIS LHES ENSINAM UMA ANTIGA LIÇÃO: DE MORRER PELA PÁTRIA E VIVER SEM RAZÃO”

Marcos Winter entrega o Prêmio para o Dr. Rômulo Ferraz.

   

Parte da fala do Dr. Rômulo:

 

Cacá Diegues (RJ)

Cineasta e jornalista, esse alagoano de fibra dispensa apresentações, conhecido que é no país e no mundo pela extensa obra cinematográfica com que enriqueceu nossa cultura.

Talvez não seja tão conhecido o princípio dessa carreira notável, ainda na fase estudantil, e o início da militância social, com participação na União Metropolitana dos Estudantes (UME) e na União Nacional dos Estudantes, a UNE. Aí o embrião de um dos expoentes do Cinema Novo brasileiro.

Manteve essa militância durante o regime militar, o que lhe valeu alguns anos de exílio. Sempre produzindo filmes com claro conteúdo social, sua obra é objeto de estudo na área de cinema, e lhe valeu reconhecimento público: Oficial da Ordem das Artes e das Letras, do governo francês, recebeu do governo brasileiro o título de Comendador da Ordem do Mérito Cultural, além da Medalha da Ordem de Rio Branco, a mais alta do país em sua classe. E foi escolhido para fazer parte do júri do Festival de Cannes, em 1981, reconhecimento que até então só coubera a um outro brasileiro.

Responsável pelo filme “5X Favela”, ajudou a fundar a CUFA - Central única das Favelas. Mais que um pensador da liberdade, é um batalhador da liberdade.

       “QUEM SABE FAZ A HORA NÃO ESPERA ACONTECER!”

 

Dira Paes entrega o  Prêmio para Julia Barreto que recebe em nome de Cacá Diegues.

                       

 

Débora Noal e Médicos Sem Fronteiras (SE)

Psicóloga Sanitarista, gaúcha de Santa Maria onde nasceu em 1981, desde a juventude manifestou interesse pelas causas sociais. Estudante de psicologia na Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) 1999 a 2004, foi presidente de diretório acadêmico, do diretório central de estudantes e da executiva nacional de estudantes de psicologia, lutando por um melhor sistema público de saúde. Formou-se em 2004 e é Especialista em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Sergipe.

Em 2007 e 2008 trabalhou como gestora de políticas públicas de saúde na Coordenação Estadual da Atenção Básica do Estado de Sergipe, com ênfase em violência sexual e violência de gênero, ainda auxiliando na construção de grupo intersetorial de promoção, prevenção e assistência às vitimas de violência sexual.

Desde novembro de 2008 trabalha como psicóloga na ONG internacional Médicos Sem Fronteiras, que atende sobreviventes de catástrofes naturais e humanas. Nessa atividade percorreu regiões conflagradas e de baixo nível de segurança, ajudando a confortar vítimas de catástrofes naturais no Haiti; sobreviventes de guerra na República Democrática do Congo; a desnutridos na Guiné Conacry; a refugiados do campo de Shousha, na Líbia; a afetados por conflito étnico no Quirguistão; e, no Brasil, a vítimas da tragédia na região serrana do nosso Estado.

       “SOMOS TODOS IGUAIS, BRAÇOS DADOS OU NÃO!”

Eduardo Tornaghi entrega o Prêmio para Débora Noal.

       

 

Dom José Luís Azcona (PA)

Espanhol de Pamplona, nascido em 1940, é sacerdote da Ordem dos Agostinianos Recoletos. Doutor em Teologia Moral, trabalhou na Espanha, Alemanha e Colômbia, tendo chegado ao Brasil em 1985.

Sagrado bispo em 1987, é o atual bispo de Prelazia do Marajó, com sede em Soure, onde vem desenvolvendo um trabalho apostólico e social relevante, com denúncia constante de situações sócio-econômicas e pessoais intoleráveis.

Também bispo acompanhante da Comissão Justiça e Paz da CNBB/Norte 2, sua voz se faz ouvir contra a situação de miséria da população do arquipélago, pesca predatória e devastação do meio ambiente. Mais recentemente vem denunciando e exigindo das autoridades medidas efetivas contra a prostituição infantil e tráfico de mulheres para a Guiana Francesa e mesmo para a Europa.

Pelas denúncias que vem fazendo está ameaçado de morte, uma das pessoas com a vida a prêmio no Estado do Pará.

A proteção oferecida pelo governo estadual foi insuficiente e imprópria. Sua vida continua em risco, e ele continua denunciando.

“CAMINHANDO E CANTANDO E SEGUINDO A CANÇÃO,
APRENDENDO E ENSINANDO UMA NOVA LIÇÃO!”

Priscila Camargo entrega o Prêmio para Dom Azcona.

   

Parte da fala de Dom Azcona:
     

 

José Carlos Medeiros Nunes (RJ)

É mais conhecido em Petrópolis, onde nasceu em 1956, como Padre Quinha.

Com participação no Grupo Assistencial SOS Vida e na Pastoral da Aids na diocese de Petrópolis, foi o fundador da Associação Oficina de Jesus.

Com um trabalho que se caracteriza pela humildade e a paciência, sua atuação se dirige principalmente para o segmento mais sofrido da sociedade, os doentes, encarcerados e dependentes químicos.

Fundou a Associação Oficina de Jesus em 1997, para cuidar dos dependentes de álcool e drogas e a Associação, o que é feito em dois sítios, onde cuidados e atenção possibilitam a recuperação dos dependentes químicos, criando oportunidades de trabalho que visam sua reinserção na sociedade. Fundou, ainda, uma entidade de reciclagem, que gera renda para sustentar o acolhimento dos recuperados.

Liberado de atividades paroquiais para se dedicar às Pastorais sociais, Padre Quinha criou também 3 casas para acolher população de rua, com a qual entra em contato por esse trabalho.

Recebeu titulo de Personalidade Petropolitana por duas vezes, título de empreendedor do ano de 2009. Foi homenageado pela Academia Petropolitana de Educação com Palmas Acadêmicas – Professor do ano 2009. Recebeu em 2011 a Medalha KOELLER e o Troféu Cidade Imperial.

       “CAMINHANDO E CANTANDO E SEGUINDO A CANÇÃO, APRENDENDO E ENSINANDO UMA NOVA LIÇÃO”

 

Gilberto Miranda entrega o Prêmio para Padre Quinha.

  

Parte da fala do Padre Quinha:
                   

         

 

 Marcos Palmeira (RJ)

Nascido do Rio de Janeiro, com arte cênica no sangue – filho do diretor Zelito Viana – é um dos atores de maior sucesso no Brasil, com atuação em teatro, cinema e televisão, tendo se formada em 1983 na CAL - Casa de Arte das Laranjeiras.

Com ligação com o campo desde a infância, seu interesse pelos alimentos orgânicos, ligado a uma interação com os índios xavantes, resultou em um dos empreendimentos mais bem sucedidos nessa área, a produção de alimentos orgânicos da Fazenda Vale das Palmeiras, em Teresópolis. Empreendimento que além de ser uma referência de qualidade, não é desenvolvido com objetivo de lucro, e sim de difusão de uma cultura de alimentação saudável como garantia de saúde.

Do contato com os índios xavantes, com os quais conviveu na adolescência, além da ligação com a produção de produtos orgânicos desde a implantação, anos mais tarde, do Projeto PAIS – Produção Agrícola Integrada Sustentável na Reserva Parabubure, em Mato Grosso, brotou também o documentário “Expedição A’Uwe – A Volta de Tsiwari” em 2004, que depois deu origem à série “A’Uwe”, transmitida aos domingos pela TV Cultura, único programa de nossa televisão integralmente dedicado à divulgação das histórias, conflitos, tradição e cultura indígenas.

Tsiwari é o nome xavante de Marcos Palmeira, e significa “sem medo”. Sem medo de defender a saúde e a cultura. Parabéns.

        “PELOS CAMPOS A FOME EM GRANDES PLANTAÇÕES,
         PELAS RUAS MARCHANDO INDECISOS CORDÕES,
         AINDA FAZEM DA FLOR SEU MAIS FORTE REFRÃO,
         E ACREDITAM NAS FLORES VENCENDO O CANHÃO!”

Osmar Prado entrega o Prêmio para Marcos Pameira.

  

Parte da fala de Marcos Palmeira:

 

Mary Lúcia Xavier Cohen(PA)

Advogada trabalhista no Estado do Pará, integra a Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, a Comissão Nacional de Combate ao Trabalho Escravo do Governo Federal – CONATRAE e a Comissão Justiça e Paz e da CNBB/Norte 2.

Tem se destacado na defesa intransigente dos direitos humanos da população mais desfavorecida no estado paraense. Como integrante da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB suas denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes e de tráfico de pessoas no Estado do Pará ganharam ressonância ao serem transmitidas a membros da Comissão de Direitos Humanos e Minorias - CDHM da Câmara dos Deputados que visitaram o Estado.

Lutadora das causas sociais, é com satisfação que lhe prestamos essa homenagem.

       “NAS ESCOLAS, NAS RUAS, CAMPOS, CONSTRUÇÕES,
        SOMOS TODOS SOLDADOS, ARMADOS OU NÃO,
        CAMINHANDO E CANTANDO E SEGUINDO A CANÇÃO,
        SOMOS TODOS IGUAIS, BRAÇOS DADOS OU NÃO!”

Osmar Prado entrega o Prêmio para Dra. Mary Cohen.

  

Parte da fala da Dra. Mary:

 

Apresentação de Jorge Mautner e Nelson Jacobina.

    

 

   

               

      

 

A  ACAT, Associação Carioca dos Advogados Trabalhistas presta homenagem a Mary Cohen. Dr. José Luis Campos Xavier entrega a placa em solidariedade ao  trabalho na defesa dos direitos humanos.

 

Dr. Ricardo Paiva e a Dra. Helena Maria Carvalho Leão, presidente do CREMEPE - Conselho Regional de Medicina de Pernambuco, entregam a medalha de Honra ao Mérito a Salete Hallack, do MHuD. Prêmio Antônio Carlos Escobar, pela Solidariedade Humana e pelos relevantes serviços prestados em prol da sociedade.

 

Senadora Marinor Brito                                                                                                                  Senador José Nery

 

 

Irmã Henriqueta Cavalcante  Premiada do ano passado, que continua sendo uma "ameçadas de morte do Pará", fez questão de vir este ano para fazer um agradecimento especial ao MHuD, que tem, segundo ela, ajudado o seu trabalho na sua luta contra o Tráfico de Pessoas, a defesa das Mulheres e na Luta contra a prostituição infantil.                                                                                                    

  

 

Leticia Sabatella presta seu depoimento.
 

 

Parte da fala de Eduardo Tornaghi: 

 

     

 

     

 

     

 

 

 

 

 

 

    “CAMINHANDO E CANTANDO E SEGUINDO A CANÇÃO,
                                                                                                                                                             APRENDENDO E ENSINANDO UMA NOVA LIÇÃO!”   

 

Fotos: Salete Hallack

 

 

ASSISTA:  FILME feito pela UFRJ   07:46 min.

 

 

 

                            Quem foi João Canuto                                

Após várias ameaças de morte, o dirigente sindical, João Canuto, foi assassinado com 18 tiros, no dia 18 de dezembro de 1985. Ele era perseguido principalmente por sua luta pela reforma agrária. O crime foi planejado por um grupo de fazendeiros do sul do Pará, entre eles Adilson Carvalho Laranjeira, fazendeiro e prefeito de Rio Maria na ocasião do assassinato, e Vantuir Gonçalves de Paula. O inquérito foi concluído oito anos após a ocorrência do crime. A denúncia foi feita pelo Ministério Público apenas em 1996. Um ano depois, sob ameaça da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) de condenar o governo brasileiro pela demora na apuração dos fatos, o andamento do processo foi agilizado. Em 1999, o Brasil foi condenado pela Comissão Interamericana devido à lentidão na apuração do caso. Sob pressão de organizações de direitos humanos, em 2001, os dois acusados foram pronunciados como mandantes do assassinato.

Vale ressaltar, entretanto, que a perseguição e violência contra os trabalhadores rurais continuam na região. Cinco anos após a morte de Canuto três de seus filhos, Orlando, José e Paulo, foram seqüestrados e dois deles foram assassinados. Orlando sobreviveu, mas ficou gravemente ferido. Expedito Ribeiro, sucessor de Canuto na presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, foi assassinado em 2 de fevereiro de 1991. Um mês depois, Carlos Cabral, sucessor de Ribeiro e genro de Canuto, foi ferido num atentado a bala.



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