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Ricardo Rezende recebe medalha na ALERJ.



26/08/2005

Rio de Janeiro, 26 de Agosto de 2005.

Padre Ricardo Rezende é homenageado na ALERJ - Assembléia Legislativa do Rio de janeiro, pela luta contra o trabalho escravo e recebe medalha Tiradentes, concedida pelo Debutado Estadual Gilberto Palmares - PT.

Atualmente, o padre e doutor em Antropologia Cultural é professor na PUC-Rio e coordena o Movimento Humanos Direitos e da Rede Social Justiça e Direitos Humanos.

Integrante da Comissão Pastoral da Terra nos anos de 1980, padre Ricardo Rezende, figurou na lista dos marcados para morrer na região do "Bico do Papagaio" (sul/sudeste do Pará, norte do Tocantins e sudoeste do Maranhão), e se salvou e a outros companheiros construindo uma rede de solidariedade de anônimos e artistas que ultrapassou os limites do estado e chegou a ter comitês na França, Inglaterra e Estados Unidos.  

Rezende recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais por sua luta pelos Direitos Humanos, entre eles a medalha Chico Mendes Resistência, Quarto Prêmio USP de Direitos Humanos 2003, Anti-Slavery International e Human Rights Watch. Em 09 de maio de 2005 recebeu a medalha Mérito Legislativo Newton Miranda, outorgada pela Assembléia Legislativa do Estado do Pará, por iniciativa da deputada Marinor Brito.






















Fotos: Salete Hallack

 

DEPOIMENTOS

"Para nós que militamos no Rio de Janeiro, a luta do padre Ricardo Rezende serve de inspiração para o combate a toda forma de trabalho degradante". A afirmação do deputado Gilberto Palmares (PT), ao iniciar a cerimônia de entrega da Medalha Tiradentes ao Padre Ricardo Rezende, que serviu como um anúncio de que a luta do padre, que se tornou conhecido ao denunciar os assassinatos de trabalhadores do sul do Pará nos anos de 1980, ainda não terminou, e deve ser combatida todos os
dias. "Não é só no Norte e no Nordeste do País que encontramos formas de trabalho degradantes. Aqui, na cidade do Rio de Janeiro, onde o padre atua junto conosco, em nossa luta contra o trabalho precário, nos deparamos com irmãos submetidos a esta realidade", afirmou.
 

"Nesta luta pela reforma agrária e pelo fim do trabalho escravo, só vencemos porque estamos unidos.
Depois que iniciamos esta rede, nenhum trabalhador foi assassinado em Conceição do Araguaia", destacou Rezende.


O coordenador do Movimento dos Sem Terra, Mineirinho, ressaltou a opção importante que o padre fez ao assumir a postura de denunciar as injustiças que os trabalhadores sem-terra sofrem todos os dias, e tornar esta realidade fonte de pesquisas. "Ele não só denunciou, viveu e falou sobre esta
realidade como transformou-a em pesquisa científica", disse o militante.
 

 "Ele nos inspira a pensar nas questões urgentes e nos apresenta estes heróis anônimos que existem em nosso país", relatou a atriz Camila Pitanga, que integra o Movimento Humanos Direitos.
 

Para o vice-presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, juiz Cláudio Montesso, a homenagem serve como resgate da auto-estima da população brasileira. "Ela nos apresenta um autêntico herói cujas ações são concretas, a dedicação extrema e o desafio é o de derrotar o inimigo pela palavra e pelo exemplo", sublinhou.



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